A Vodafone juntou-se à Intel para criar a sua própria arquitetura de chips relacionada com a tecnologia de redes OpenRAN (Open Radio Access Networks), procurando assumir uma alternativa aos fornecedores tradicionais de equipamentos de telecomunicações. O mercado global é dominado por empresas como a sueca Ericsson, a finlandesa Nokia e a chinesa Huawei, que devido às sanções dos Estados Unidos tem sido impedida de expandir as suas redes.

O Open-RAN funciona como chave para democratizar o acesso às redes 5G, permitindo a interoperatividade entre software e hardware, para que não se dependa das grandes fabricantes de equipamentos. A Vodafone sempre foi uma apoiante de código aberto, significando uma redução de custos ao permitir outros concorrentes no fornecimento de soluções. A tecnologia tem surgido com maior força desde que a Huawei perdeu a sua presença nas redes nacionais de telecomunicações.

Segundo avança a Reuters, a iniciativa da Vodafone está a ser investigada no seu centro de inovação digital e Investigação e Desenvolvimento de Málaga, em Espanha. Tem também como objetivo contribuir com o esforço da União Europeia de aumentar a indústria de produção de chips e duplicar a sua quota de produção global para 20%, depois de perder terreno para fornecedores asiáticos e dos Estados Unidos.

Em declarações à agência noticiosa, Santiago Tenorio, diretor da arquitetura de redes da Vodafone, disse que a tecnologia OpenRAN iria permitir à operadora adicionar novos serviços digitais rapidamente e otimizar as redes através do uso de inteligência artificial.

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O centro de investigação dedicado à nova arquitetura de chip OpenRAN vai reunir 50 pessoas dedicadas à tecnologia, juntamente com 650 engenheiros de software, arquitetos e técnicos da cidade espanhola. A operadora britânica está a investir 225 milhões de euros ao longo dos próximos cinco anos.

A Vodafone afirma que a Intel está neste momento três anos à frente de qualquer rival no desenvolvimento de OpenRAN. Além da Vodafone e Intel, outras empresas tecnológicas estão envolvidas no projeto, incluindo a Qualcomm, Broadcom, ARM e Lime Microsystems e outras fabricantes europeias.

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