Por Miguel de Araújo Nobre (*)

O ano é o de 1998. A Apple lança o seu primeiro computador iMac, a Microsoft apresenta o novo Windows 98 e é fundada a Google. Foram muitas – e importantes – as inovações tecnológicas que surgiram há mais de 20 anos e que marcaram a vida da população. Mas e se falarmos de inovação no ramo da saúde – e, mais concretamente, da saúde oral – como temos evoluído nos últimos 25 anos?

A evolução das tecnologias na área de medicina dentária tem sido um processo contínuo e até vertiginoso nos últimos anos, com consequências significativas nos mais diversos tratamentos e também nas taxas de sucesso das intervenções, que se tornam cada vez mais elevadas. No que toca ao impacto da evolução tecnológica, podemos falar de múltiplas especialidades onde a evolução tecnológica se encontra patente, como a ortodontia, a dentisteria ou até a harmonização orofacial. Ainda assim e sendo suspeito, aquela que me parece mais relevante destacar é precisamente a da implantologia, ramo da medicina dentária que visa reabilitar a falta de um ou mais dentes e cuja evolução é, talvez, a mais surpreendente.

Se nos primórdios da implantologia a filosofia de recuperação da dentição era efetuada de forma individual – o chamado ‘dente por dente’ – surgiu, em 1998, uma nova técnica assente na evolução recente de técnicas existentes que, até hoje, se constitui como um dos tratamentos mais inovadores para recuperar a dentição. Nascia portanto, há 25 anos, uma técnica disruptiva que veio transformar a área da implantologia, e que hoje é adotada atualmente por toda a indústria. Este tratamento permitia reabilitar toda a dentição num dia com apenas quatro implantes em cada arcada utilizando uma configuração em leque (2 implantes posteriores na posição angulada e 2 implantes anteriores retos): o paciente podia sair com os novos dentes no próprio dia da intervenção.

Mas entre 1998 e 2023 mudou muita coisa. Mudou o século e com ele também a ciência e tecnologia, que evoluíram, algo que se continuou a refletir na medicina dentária. Hoje, quando falamos de novas técnicas na saúde oral, falamos também em tecnologias de imagiologia – que permitem realizar diagnósticos por imagem –, impressão 3D – que nos permite imprimir uma dentição – ou até mesmo design de produto. Ao longo das últimas décadas, os tratamentos tornaram-se mais eficazes, previsíveis, rápidos e menos invasivos, com a tecnologia a tornar-se ponto de suporte deste progresso. Se há 25 anos era necessário um dia para recuperar toda a dentição, hoje o contínuo trabalho de inovação, investigação e desenvolvimento que se tem efetuado já nos permite devolver sorrisos completos em apenas três horas.

Agora mais do que nunca, inovação, investigação e desenvolvimento tornam-se setores centrais para o ramo da saúde. Mas o que podemos esperar dos próximos 25 anos? Certamente que a tecnologia e a digitalização continuem a evoluir em benefício dos pacientes, para que possam recuperar com mais rapidez e conforto a sua saúde e qualidade de vida, como merecem.

(*) Diretor do Departamento de I&D da MALO CLINIC

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