Por Pedro Moura (*)

A revolução Phygital está a ter impacto em todos os sectores da economia portuguesa, da energia aos transportes, da indústria ao retalho, passando pela administração pública. Em todas estas áreas, estamos perante uma nova disrupção tecnológica e cultural impulsionada pela convergência de três fatores: a quebra de barreiras entre a Tecnologia da Informação (TI) e a Tecnologia Operacional (OT); o crescimento exponencial da conectividade e análise de dados através da inteligência artificial; e a transformação de cadeias de valor com um peso crescente da sustentabilidade.

Os benefícios de explorar na sua plenitude a integração do mundo físico e digital são enormes para as nossas empresas e instituições: desde a maior penetração das energias renováveis à melhoria da eficiência e rentabilidade dos ativos industriais, até à otimização da reciclagem de resíduos ou o aperfeiçoamento dos serviços públicos.

Para compreender plenamente o valor desta revolução, existem cinco áreas prioritárias nas quais as empresas e instituições devem concentrar os seus investimentos: infraestruturas e gestão de ativos; produção e logística; desenvolvimento urbano e territorial; sustentabilidade; e a experiência do cliente.

A introdução de tecnologias digitais na gestão do mundo físico torna possível, antes de mais, implementar sistemas avançados de controlo e monitorização em tempo real, procurando aumentar a eficiência do funcionamento de infraestruturas críticas e gestão de ativos para reduzir incidentes e aumentar a sua vida útil.

Além disso, as tecnologias Phygital ajudam a identificar e a rastrear as situações, melhorando   a eficiência da produção e das cadeias de abastecimento, assim como a segurança das pessoas. Isso é complementado por soluções de gestão de energia e melhoria do ciclo da água para reduzir o impacto ambiental das operações.

O Phygital está também preparado para revolucionar a gestão urbana e territorial, uma vez que consiste numa visão integrada e inteligente com uma abordagem tripla: sustentabilidade ambiental (através de projetos que visam melhorar a biodiversidade, a economia circular, a qualidade do ar, a gestão da energia e da água, entre outros); desenvolvimento económico (através do turismo inteligente e da agricultura inteligente, entre outras áreas); e desenvolvimento social (através de contributos para os sistemas de saúde, educação, cuidados de saúde, emprego, etc.).

Por fim, uma área na qual o Phygital está a ter maior impacto diz respeito à experiência do cliente, onde a combinação de “sensorização”, recolha e análise de dados, e tecnologias CRM podem ajudar as organizações a integrar ambientes físicos, móveis e web de modo proporcionar uma experiência única e linear ao cliente.

A revolução Phygital da experiência do cliente vem dar resposta a uma mudança radical dos hábitos de consumo dos portugueses, que foi acelerada durante a pandemia, onde Portugal registou o maior crescimento na utilização de dispositivos móveis para compras online, passando de 56,7% para 65,2% dos utilizadores.

Segundo dados do Instituto Nacional de Estatística, a utilização do comércio eletrónico aumentou 5,2% em 2021, comparativamente com o ano anterior. As encomendas digitais foram predominantemente de roupa, calçado e acessórios de moda (69%). E a tendência de crescimento mantém-se.

Tal como noutros sectores, o objetivo é oferecer uma experiência integrada, combinando a facilidade e agilidade do canal digital com a assistência personalizada e próxima do contacto humano.

O futuro é claramente Phygital!

(*) Manager na Minsait em Portugal

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