O regresso à Lua dos Estados Unidos da América, com os astronautas da NASA a terem direito a tocar na superfície do satélite natural da Terra, estava marcado para 2024, mas agora só deverá acontecer a partir do ano seguinte, 2025.

Na origem do adiamento da alunagem tripulada estão diferentes fatores, como a ação judicial movida pela Blue Origin contra a atribuição do contrato de construção do lander à SpaceX, que fez com que se perdessem “quase sete meses com litígios”, obrigando a pausar o desenvolvimento do dispositivo, referiu Bill Nelson, administrador da NASA, em conferência de imprensa.

Além disso, questões relacionadas com falta de financiamento por parte do Congresso norte-americano, assim como restrições impostas pela pandemia de COVID-19 fizeram com que a data de alunagem humana em 2024 “não fosse tecnicamente fazível”, acrescentou o responsável.

A programa Artemis está dividido em vários momentos, nomeadamente dois que precedem o reencontro dos astronautas norte-americanos com o satélite natural da Terra. O primeiro, apelidado de Artemis I, compreende um voo não tripulado, que pretende testar os sistemas tecnológicos do projeto.

A bordo da cápsula Orion estará um manequim, chamado Comandante Moonikin Campos, que vai simular um tripulante, vestido com o mesmo fato espacial que irão depois usar os astronautas “de carne e osso”, integrando sensores para registar os níveis de radiação, aceleração e vibração enquanto a missão viaja à volta da Lua e regressa à Terra.

Veja as imagens dos testes dos fatos espaciais que vão ser usados na missão Artemis

Antes do contacto efetivo com a superfície lunar está também previsto um voo tripulado, o Artemis II, em que deverão ser testadas as funcionalidades técnicas relacionadas com a parte humana da missão.

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As datas relacionadas tanto com a missão Artemis I tanto com a Artemis II também foram afetadas, passando a estar previstas, respetivamente, para “a primavera” de 2022 e para maio de 2024.

O contacto humano dos norte-americanos com a Lua meio século depois do programa espacial Apollo tem prioridades diferentes do que o “apenas ir para ficar no mapa” da altura, fez questão de esclarecer Carlos Garcia-Galan, durante o Web Summit. Segundo o responsável, na NASA, pela integração do European Service Module (ESM) na cápsula Orion, agora a intenção passa pela construção da Gateway, uma estação para operar a longo prazo na Lua e aprender a sobreviver sem a ajuda dos sistemas em Terra. Só a partir daí será possível “dar o próximo passo”, afirmou, referindo-se a Marte.

A reorganização do calendário Artemis não afeta os cronogramas posteriores do programa Artemis, nomeadamente a constração da estação e outras missões previstas para o final da década, sublinhou Bill Nelson.

Refira-se que em outubro a NASA já tinha mostrado a cápsula Orion no topo do foguetão Space Launch System (SLS), onde será realizado um vasto conjunto de testes às interfaces e sistemas até ao primeiro lançamento.

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