A NASA vai escolher uma segunda empresa capaz de assegurar as novas viagens tripuladas  à Lua que a Agência Espacial quer fazer nos próximos anos ao abrigo do programa Artemis onde já está a SpaceX, que venceu o primeiro concurso lançado para o efeito.

Desde o início, o plano era ter mais empresas à disposição da agência para relançar missões à Lua com humanos a bordo, mas questões orçamentais acabaram por rever a ideia inicial e escolher só um parceiro, mas a ideia inicial volta agora a ganhar forma.

A empresa que for escolhida através deste novo concurso vai desenvolver um segundo lander, capaz de levar e trazer humanos da órbita para a superficie da Lua, tarefa que uma variação da nova Starship da SpaceX também vai assegurar. As empresas vão ser convidadas a apresentar conceitos de veículos, que possam estar prontos a funcionar em 2026 ou 2027.

O contrato com a SpaceX para o programa Artemis envolve um valor de 2,9 mil milhões de dólares e a previsão otimista de lançar a missão que vai levar a primeira mulher e a primeira pessoa negra à Lua em 2025. Antes de ser firmado também houve um concurso, que já tinha a intenção de apurar dois dos três finalistas (SpaceX, Blue Origin e Dynetics) para criarem landers.

Missão Artemis I está quase pronta a partir para a Lua. Foguetão SLS já chegou à plataforma de lançamento
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Em 2021, a agência contava com um budget de 3,4 mil milhões de dólares para o programa Artemis, mas o Congresso só aprovou 850 milhões. Isto acabou por condicionar os resultados do concurso e levar à escolha de apenas um finalista. A decisão motivou uma queixa na justiça da Blue Origin, de Jeff Bezos, que acabou por perder o processo, mas conseguiu atrasar o calendário da missão e os desenvolvimentos em curso para preparar o regresso de humanos à Lua.

Este ano e já com a totalidade do orçamento apresentado para a missão aprovado - 1,2 mil milhões de dólares, a agência retoma a ideia inicial, considerando que ter à disposição duas soluções e incentivar a concorrência vai ter impacto ao nível dos preços. A ideia é no futuro poder contratar missões com cada uma das duas empresas capazes de as realizar, em função das melhores propostas.

Até final do mês deverá ser publicado um esboço daqueles que serão os requisitos deste novo concurso, que vai ser lançado ainda durante a primavera. A SpaceX é a única empresa que já não poderá concorrer.

Recorde-se que o programa Artemis tem várias fases. A primeira está prevista já para maio.
O foguetão Space Launch System (SLS) já está na plataforma de lançamento 39B no Centro Espacial Kennedy, na Flórida, onde está a passar por vários testes.

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O primeiro voo, não tripulado, vai servir para testar os sistemas tecnológicos do projeto. A cápsula Orion que seguirá à “boleia” do SLS levará consigo um manequim, chamado Comandante Moonikin Campos, que vai simular um tripulante, integrando sensores para registar os níveis de radiação, aceleração e vibração, enquanto a missão viaja à volta da Lua e regressa à Terra. Leva consigo um peluche do Snoopy, que servirá como indicador de gravidade. O lançamento da missão está previsto entre 7 e 21 de maio.

Antes de fazer alunar humanos em 2025, a NASA levará ainda a cabo a Artemis II, em 2024, onde serão testadas as funcionalidades técnicas relacionadas com a componente humana da missão. Esta será já uma missão tripulada, mas sem contacto com a superfície lunar.

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