O telescópio espacial James Webb da NASA continua a superar os testes críticos de preparação para o seu lançamento, previsto agora para outubro de 2021, depois do adiamento devido à pandemia de COVID-19. Depois de a equipa de engenheiros da agência espacial norte-americana ter testado o enorme espelho principal, os especialistas passaram mais de 15 dias, no mês de julho, a verificar se o software do sucessor do Hubble está preparado para o lançamento.

Agora foi colocado num teste de “sobrevivência” às condições extremas semelhantes ao lançamento de um foguetão no espaço. Segundo explica a NASA no seu blog, o observatório espacial passou nos testes de ruídos, os chocalhos e vibrações associados ao lançamento. Estes testes simulam o dia do lançamento do telescópio ao espaço, assim como a sua operação em órbita.

A NASA explica que, apesar de cada componente e hardware ter sido testado rigorosamente durante os testes, no seu desenvolvimento, fazer a derradeira simulação do lançamento, com todas as peças montadas foi um passo muito importante para a missão. Isto porque a capacidade de sobrevivência à viagem no foguetão é parte mais violenta do processo, até chegar à órbita de cerca de um 1,6 milhões de quilómetros da Terra.

O teste consistiu em colocar o telescópio numa câmara acústica, onde foi submetido a uma pressão sonora acima dos 140 decibéis, com uma assinatura configurada ao nível de um foguetão Ariane 5. No processo foram registados cerca de 600 canais de dados que foram estudados. O teste seguinte foi simular vibrações de baixa frequência que acontecem durante o lançamento, e no interior do telescópio foi colocado uma base vibratória capaz de fazer acelerações precisas na vertical e horizontal.

O próximo passo será testar todos os sistemas, incluindo o seu icónico espelho central e as proteções solares, numa avaliação global dos seus sistemas, antes de ser “empacotado” para ser enviado para a América do Sul.

De recordar que o telescópio espacial James Webb é o maior, mais poderoso e complexo observatório científico construído pela NASA, resultando em toda a experiência adquirida pela agência na construção dos anteriores. Ao todo, 258 empresas, agências e universidades participaram no projeto.

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