Chegou recentemente ao seu destino e já “trabalha”: o Euclid enviou as suas primeiras fotografias do Universo para a Terra. Além de serem “fascinantes”, as imagens serviram para assegurar que os instrumentos VIS e NISP do telescópio espacial estão a funcionar em perfeitas condições.

As fotos mostram detalhes do céu noturno, retratando inúmeras estrelas, aglomerados estelares e galáxias espalhadas pelo Universo.

Ao instrumento VIS - VISible cabe registar imagens super nítidas de milhares de milhões de galáxias para medir as suas formas. Isto porque enquanto algumas galáxias são facilmente detetáveis, muitas outras são bolhas difusas escondidas entre as estrelas, à espera de serem reveladas

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o NISP - Near-Infrared Spectrometer and Photometer tem uma dupla função: registar imagens de galáxias em luz infravermelha e medir a quantidade de luz que estas emitem em vários comprimentos de onda – uma função que permitirá calcular diretamente a distância a que cada galáxia está.

Ao combinar as informações do NISP com as formas de galáxias medidas pelo VIS, vai ser possível traçar o mapa da distribuição das galáxias pelo Universo e da forma como essa distribuição muda com o tempo.

Veja na galeria as primeiras imagens registadas pelo Euclid

A ESA lembra que estas primeiras imagens, por mais bonitas que sejam, são testes iniciais para verificar os instrumentos do Euclid e rever possíveis ajustes e aperfeiçoamentos.

Por não serem processadas, mostram alguns “objetos” indesejados - por exemplo, os raios cósmicos, vistos especialmente na imagem VIS. Vai caber ao Euclid Consortium transformar os registos iniciais em imagens prontas para a ciência, livres de artefactos, mais detalhadas e nítidas, explica a agência europeia.

Adianta também que nos próximos meses, vão continuar a ser feitos os testes e as verificações necessárias para garantir que o Euclid fique a funcionar da melhor forma possível. A verdadeira ciência do telescópio espacial vai começar no final desta "fase de comissionamento e verificação de desempenho". A partir desse ponto, haverá um novo conjunto de imagens “à séria”, capazes de demonstrar do que a missão é capaz, garante a agência.

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Os primeiros dados científicos da missão são esperados para dezembro de 2024, embora a primeira divulgação oficial de imagens esteja prevista já para o final do próximo outono.

Lançada a 1 de julho, a missão Euclid , viajou 1,5 milhões de quilómetros e chegou recentemente ao seu destino no Espaço, o ponto de Lagrange 2 (L2), a mesma área onde também estão o telescópio espacial James Webb e o satélite Gaia, embora com órbitas diferentes.

Clique nas imagens para recordar o lançamento da missão Euclid 

Recorde-se que a missão, nomeada em homenagem ao pai da geometria, o grego Euclides, quer “fazer luz” sobre dois dos ingredientes ainda desconhecidos que compõem a maior parte do Universo, a matéria escura e a energia escura.

Ajudar os cientistas a compreender o que está a acelerar a expansão do Universo é outro dos objetivos da missão que, com a ajuda do seu telescópio, vai “mergulhar” nos últimos 10 mil milhões de anos de história do cosmos.

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