
O asteroide 2024 YR4, descoberto no final do ano passado, levantou novas preocupações sobre a possibilidade de uma colisão com a Terra em 2032. No entanto, o risco de atingir o nosso planeta baixou significativamente, deixando de ser uma ameaça. Apesar disso, o 2024 YR4 continua a ser acompanhado e estudado. Agora, novas observações feitas pelo telescópio espacial James Webb permitiram obter informações mais precisas sobre a sua dimensão, além de imagens.
A ESA, uma das agências espaciais envolvidas no projeto do James Webb, explica que as imagens foram captadas a 8 de março através da Near-Infrared Camera (NIRCam) e do Mid-Infrared Instrument (MIRI). Os dados recolhidos pela NIRCam mostram a luz refletida pelo asteroide e as observações feitas com o MIRI mostram radiação térmica emitida.

Os dados recolhidos pelo telescópio estão a ser usados pelos cientistas para estudar as propriedades térmicas do asteroide, incluindo o quão depressa aquece ou arrefece e qual é a sua temperatura à atual distância do Sol.
De acordo com a ESA, as observações indicam que o 2024 YR4 não partilha as mesmas propriedades observadas em outros asteroides de maiores dimensões. Embora ainda seja necessária mais investigação, as propriedades térmicas deste asteroide são o resultado de uma combinação entre elevada velocidade de rotação e a presença de rochas, com dimensões semelhantes às de um punho ou maiores, na sua superfície.
As observações feitas pelo telescópio estão também a ajudar os cientistas a estimar a dimensão do asteroide com maior precisão. Os novos dados indicam que deve medir entre 53 a 67 metros. Por comparação, as estimativas anteriores apontavam para um diâmetro até 90 metros.
Até à data, o asteroide 2024 YR4 é o menor objeto captado pelo James Webb, assim como um dos menores objetos espaciais a ter as suas dimensões medidas diretamente, realça a ESA.
Em fevereiro, a NASA chegou à conclusão de que o asteroide já não representava um risco para a Terra. "A probabilidade de impacto do asteroide 2024 YR4 baixou para 0,004%. Espera-se que passe em segurança pela Terra em 2032", afirmou a agência na altura.
Por outro lado, os novos dados recolhidos pelo James Webb, combinados com informação de telescópios terrestres, permitiram rever outra taxa de probabilidade. Se no final de fevereiro a probabilidade de o asteroide colidir com a Lua em 2032 era de 1,7%, agora este valor sobe para 3,8%.

Apesar da subida, a NASA lembra que a possibilidade de a colisão não acontecer continua a ser a mais esmagadora (96,2%). Mas, se tal acontecer, o impacto não alteraria a órbita da Lua, indica a agência.
À medida que o asteroide segue a sua rota, as observações tornam-se mais complicadas. No entanto, a NASA espera que seja possível voltar a observá-lo, tanto com telescópios terrestres como pelo James Webb, no final de abril ou início de maio. Em 2028, o asteroide 2024 YR4 vai passar perto da Terra, o que permitirá recolher mais dados sobre a sua órbita e características.
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