A Anchorage foi notícia em janeiro, quando se tornou no primeiro banco de criptomoedas a nível mundial aprovado pelo regulador dos Estados Unidos. Volta a ser notícia graças à ronda de financiamento bem-sucedida que acaba de anunciar e que vai permitir à startup co-fundada por um português contar com 80 milhões de dólares para fazer crescer o projeto.

Portugal vai servir de âncora para a expansão do negócio na Europa e o plano da Anchorage passa por contratar 50 pessoas no país, ao longo dos próximos dois anos, para colocar a estratégia em marcha. A Anchorage já tem atividade no Porto, planeia agora estender escritórios também a Lisboa.

A ronda de financiamento Série C da startup norte-americana fundada por Diogo Mónica contou com a participação do fundo soberano de Singapura (GIC), da 16z, Blockchain Capital, Lux e da portuguesa Indico Capital Partners  

Esta verba vai servir para assegurar a expansão dos serviços bancários digitais da empresa com sede em São Francisco, na Califórnia, como explica o co-fundador e presidente da fintech. 

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“Esta nova ronda de investimento vai permitir-nos escalar rapidamente, para responder à crescente procura de participação no espaço dos ativos digitais, particularmente entre empresas e instituições financeiras tradicionais”, detalha Diogo Mónica.

Em comunicado, a empresa também explica que vai usar o financiamento para investir em ativos digitais, apoiar o lançamento de protocolos como a Celo, Filecoin e Oasis ou desenvolver parcerias com outras fintechs e bancos tradicionais. 

“Para breve, a empresa americana pretende também tornar o empréstimo de criptomoedas seguro e sem problemas, bem como tornar a participação institucional de Plataformas DeFi (finanças descentralizadas) acessível”, acrescenta-se. 

Em janeiro, a Anchorage anunciou a aprovação federal do Anchorage Digital Bank, o primeiro banco de criptomoedas nos EUA e pouco depois uma parceria com a Visa que vai permitir ao gigante dos pagamentos digitais integrar moedas digitais no seu leque de serviços ainda este ano. A parceria materializa-se através do programa-piloto Crypto APIs. 

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