A empresa que durante anos se defrontou nos tribunais contra a Microsoft alegando ofensa de patentes e ganhando a causa, está de volta à justiça. Desta vez, os alvos da Eolas são um leque variado de empresas mais ou menos ligadas ao mundo da tecnologia, todas elas acusadas de ofender patentes registadas pela empresa, referentes à tecnologia que permite exibir programas interactivos na Internet.

Da lista de processados fazem parte nomes como Adobe Systems, Amazon, Apple, Blockbuster, Citigroup, eBay, Google, JPMorgan Chase, Perot Systems, Playboy Enterprises, Sun Microsystems, Texas Instruments, Yahoo ou YouTube, entre vários outros.

No caso com a Microsoft estavam em questão ofensas à patente 5.830.906 que descreve um método de distribuição de hipermédia para invocar de forma automática aplicações externas que permitem a interacção e apresentação de objectos embutidos num documento hipermédia.

No novo caso está envolvida esta patente, mas também uma outra, a patente registada com o número 7.599.985, cujo título é idêntico mas em vez de se referir apenas ao método de distribuição hipermédia, refere-se também ao sistema de distribuição.

Como explica a acusação, a segunda patente é uma continuação da primeira que vem permitir a um website embutir aplicações completamente interactivas nas suas ofertas online através de plug-ins e técnicas Ajax.

O advogado do caso acrescenta que o caso tem ainda a particularidade de assentar sobre uma patente que já foi confirmada válida por três vezes pelo gabinete norte-americano de patentes.

A empresa pede ao tribunal que proíba as empresas envolvidas - em alguns casos temporariamente e noutros para sempre - de usar as tecnologias desenvolvidas sobre as suas patentes; indemnizações por danos; pagamentos dos custos com a defesa e um julgamento com recurso a jurados.

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