Com a fase principal do leilão do 5G a ultrapassar a marca dos 100 dias, o “apetite” das operadoras parece estar a diminuir. Ainda ontem, as licitações registaram uma subida de apenas 357 mil euros, o valor mais fraco alguma vez registado ao longo do processo e hoje, no 103º dia, o panorama não se altera muito.

As licitações continuam a perder fulgor e, nas sete rondas de hoje, alcançaram os 321,688 milhões de euros: um valor que representa um aumento de apenas 358 mil euros em relação ao dia anterior.

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Sem fugir à tendência dos últimos meses, as únicas mudanças voltam a acontecer na faixa dos 3,6 GHz. Os mais recentes dados da Anacom permitem verificar que hoje há ligeiras subidas em relação a 6 dos 40 lotes disponíveis nesta faixa nativa do 5G.

Face ao preço de reserva, os lotes da categoria J já valorizaram mais de 300%. Já a valorização dos 6 lotes da categoria H, que quase duplicaram de valor nesta fase do leilão, é menos expressiva.

É certo que a fase principal se prolonga há mais de 100 dias, porém o encaixe potencial não cresceu proporcionalmente. A totalidade do leilão, que inclui a fase reservada a novos entrantes, soma agora mais de 406 milhões de euros.

O prolongamento do procedimento, cuja duração ultrapassa qualquer leilão de espectro em Portugal e na Europa, levou a Anacom a tomar uma decisão de alteração do regulamento, que foi recebida pela Altice Portugal, NOS Vodafone com reações negativas.

Altice pede afastamento do presidente da Anacom para que o 5G possa ser uma realidade em Portugal
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Ainda hoje, o presidente executivo da Altice Portugal, Alexandre Fonseca, pediu o afastamento do presidente da Anacom para que o 5G possa ser uma realidade em Portugal. O responsável falava aos jornalistas à margem da comemoração dos cinco anos da Altice Labs, em Aveiro, referindo que o leilão “leva já sete meses” e o processo está no ponto em que se encontrava em novembro de 2020. “Portugal é hoje um dos dois países europeus, a par da Lituânia, que não tem 5G ativo e não há perspetivas, pelo que a pergunta de quando é que vamos ter 5G deve ser feita ao regulador”, salientou.

“É tempo de alguém que tenha responsabilidades naquilo que é o futuro e a gestão do país ter a coragem de tomar uma decisão que todos reclamam: afastar o presidente da autoridade reguladora e de uma vez por todas assumir a liderança do dossier, para que o 5G seja uma realidade”, defendeu Alexandre Fonseca.

Nota de redação: Foi feita uma correção quanto ao valor das licitações que foi registado neste dia.

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