Nas últimas semanas vários indícios mostram que apesar do Governo garantir que ainda está a avaliar os programas de apoio aos programas e-escola e e-escolinha estas iniciativas são mesmo para acabar.

Primeiro foi a Confederação Nacional das Associações de Pais que garantiu ter recebido essa confirmação das Direções Regionais da Educação, apesar de não haver confirmação oficial do Ministério liderado por Nuno Crato. Ontem mais uma notícia junta elementos a este "fim anunciado": o desaparecimento de um anexo da legislação publicada sobre as medidas de apoio de ação social escolar.

Até agora o Ministério da Educação e Ciência apenas tem adiantado aos jornalistas que os apoios estão a ser analisados, sem se pronunciar sobre a sua continuidade.

Recorde-se que o programa e-escola já estava "suspenso" pelo esgotamento das verbas que permitiam aos operadores suportar o apoio à aquisição de equipamentos, sobretudo a alunos que beneficiavam de maiores descontos devido ao rendimento das famílias. Mas ainda no ano passado o programa e-escolinha recebeu novo fôlego com a entrega de novos lotes de computadores Magalhães aos alunos do primeiro ciclo.

O anterior Governo chegou a reformular o programa e-escola, chamando-lhe e-escola 2.0 e apostando mais nos conteúdos, mas a necessária regulamentação e definição prática acabou por não acontecer no prazo previsto, também devido à queda do executivo de Sócrates e às eleições antecipadas.

A eventual suspensão das iniciativas de apoio à aquisição de equipamentos e investimento na modernização tecnológica das escolas segue em sentido contrário ao que está a ser feito noutros países, muitos dos quais tomam o e-escola e o e-escolinha como exemplo a seguir.

É o caso de países da América Latina, como a Argentina e a Venezuela, mas também os Estados Unidos, onde foi anunciado esta semana um novo programa que envolve parceiros privados.

Perante todo este enquadramento perguntámos aos leitores do TeK se os programas de apoio à compra de computadores para alunos do ensino básico e secundário deviam ser mantidos, numa votação que foi bastante participada, tendo recebido um total de 1.740 votos.

"Sim, são essenciais para a modernização da educação" foi a opção mais escolhida pelos leitores. Trinta e três por cento dos votos recaem nesta avaliação inequívoca do interesse destes apoios.

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Mas muito perto ficou a ideia de que os apoios só devem ser mantidos se os computadores forem mais usados em contexto educativo, a opção escolhida por 28% dos leitores. Esta era uma das críticas mais apontadas ao e-escolinha, sobretudo porque a experiência mostrou que os portáteis Magalhães eram usados sobretudo em casa e para jogos, ao invés de funções educativas.

A conjuntura económica é ainda apontada como factor de desincentivo à manutenção dos apoios por 15% dos leitores, enquanto outros 13% acreditam que devem apostar-se mais nos conteúdos e não no hardware.

Resta ainda uma réplica clara de que os apoios não devem ser mantidos no mesmo formato, que foi a opção de 10% dos leitores que participaram.

A caixa de comentários pode ser usada para um debate mais aprofundado sobre as várias opções, já que este tipo de inquérito é naturalmente limitativo de justificações mais detalhadas...

Já está também online uma nova votação, desta vez dedicada às opções assumidas pela Microsoft no interface do Windows 8, que já foram abordadas em notícias do TeK e numa opinião que publicámos esta semana. Deixe a sua opinião sobre se é preciso simplificar o acesso a aplicações, ou se a mudança é demasiado radical.

Escrito ao abrigo do Acordo Ortográfico

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