
"A agressão russa contra a Ucrânia e as sanções postas em prática representam uma mudança fundamental de circunstâncias e impossibilitam a ESA de executar a cooperação lunar planeada", justifica o comunicado. A ESA já tinha avançado com a suspensão do envio da missão a Marte que estava planeada em conjunto com a Rússia mas não com a missão à Lua, mesmo depois da condenação generalizada da invasão por parte da comunidade internacional.
A Rússia pretende enviar dois robôs para explorar a superfície da Lua, em particular o polo Sul, onde há gelo nas suas crateras, e um satélite para cartografar esta região.
O envolvimento da ESA incluía instrumentos que a agência irá agora testar com recurso a outras parcerias, nomeadamente com as congéneres norte-americana NASA e japonesa JAXA.
A ESA pediu à agência espacial russa (Roscosmos) para que devolva os instrumentos já fornecidos. A Agência Espacial Europeia tem 22 Estados-membros, incluindo Portugal, que aderiu à agência em 2000.
Após o anúncio da Agência Espacial Europeia, a Rússia comunicou que a suspensão da cooperação lunar com os europeus não afetará o lançamento das missões. A primeira delas, que consiste no envio de um robô, está agendada para julho depois de um adiamento feito no ano passado.
Em março, a ESA suspendeu a cooperação com a Roscosmos numa missão robótica a Marte, a ExoMars, que tinha lançamento previsto para setembro após vários atrasos. Agora, o envio do robô europeu para Marte fica adiado para pelo menos 2026.
O envolvimento da Rússia na Estação Espacial Internacional também pode estar em causa e executivos da Roscosmos já chegaram a afirmar que sem a colaboração do país a ISS pode perder o controle e despenhar-se. Apesar do conflito, os astronautas europeus e norte americanos e os cosmonautas russos têm mostrado uma relação harmoniosa no espaço e ainda na semana passada regressaram a Terra juntos.
A Rússia lançou em 24 de fevereiro uma ofensiva militar na Ucrânia que já matou quase dois mil civis, segundo dados da ONU, que alerta para a probabilidade de o número real ser muito maior. A guerra causou a fuga de mais de 11 milhões de pessoas, das quais mais de 4,6 milhões para os países vizinhos.
A invasão russa foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que respondeu com o envio de armamento para a Ucrânia e o reforço de sanções económicas e políticas a Moscovo.
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