Recolher recursos espaciais da Lua como rochas e poeiras: foi este o desafio que a NASA lançou em setembro a empresas de todo o mundo. A agência espacial americana divulga agora as quatro vencedoras, dos Estados Unidos, Luxemburgo e Tóquio. No total, os contratos com as empresas significam um prémio de 25.001 dólares.

Lunar Outpost of Golden, no Colorado, e Masten Space Systems of Mojave, na Califórnia, Estados Unidos, são duas das empresas escolhidas pela agência espacial americana. De outros continentes, ispace Europe, no Luxemburgo, e a ispace Japan, em Tóquio, são os restantes vencedores.

Como reforça a NASA, estes recursos vão desempenhar um papel fundamental no programa Artemis, que pretende levar a primeira mulher e o próximo homem à Lua até 2024,  e nas futuras explorações espaciais. As quatro empresas passam agora a ter a função de recolher esses mesmos recursos e de passar as imagens à NASA, juntamente com outros dados que possam recolher na Lua. No final, todas as informações serão propriedade da agência espacial americana.

Quanto a valores, a NASA explica como tudo funciona. De acordo com o montante de cada proposta, as empresas recebem 10% do valor total do prémio, 10% no lançamento na missão e a percentagem restante, 80%, após a conclusão bem-sucedida.

A importância da recolha dos recursos

A capacidade de extrair e usar estes recursos "extraterrestres" vai garantir que as operações da missão Artemis possam ser conduzidas com segurança e sustentabilidade. E esta experiência de exploração com a ajuda de um robot, conhecidas em inglês pela sigla ISRU, também vai ter um "papel vital" numa futura missão humana a Marte. De recordar, que a NASA também está na corrida ao Planeta Vermelho.

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Como muitas operações, numa fase inicial estas explorações vão ser testadas e desenvolvidas na Lua, conseguindo produzir o conhecimento necessário para novos desafios que poderão surgir na missão a Marte.

Em comunicado, Mike Gold, associate administrator da NASA de relações internacionais, garante que estes prémios expandem a aposta de parcerias público-privadas da missão NASA à Lua, e reforça a importância da tarefa atribuída às quatro empresas. “Os recursos espaciais são o combustível que vão impulsionar a América e toda a humanidade para as estrelas”, refere. Até lá há muito trabalho para se fazer, com muitos testes pela frente.

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