O poderoso telescópio da NASA e a Agência Espacial Europeia (ESA) Hubble com 30 anos de história continua a sua missão de observar o universo de uma forma única. Desta vez, capturou uma galáxia em forma de espiral, com a ESA a defini-la como "impressionante", devido à sua "natureza delicada e emplumada".

Sendo classificada como uma "galáxia espiral floculenta", por ser de aparência fofa, é mais conhecida pelos cientistas como NGC 2275 e encontra-se a 67 milhões de anos-luz de distância. Mas de que forma se difere das galáxias "normais"? A forma das galáxias floculentas contrasta com as espirais de "grand-design", cujos braços são bem definidos.

Na fotografia, milhões de estrelas azuis jovens e brilhantes brilham nos complexos braços em espiral em forma de pena, entrelaçados com faixas escuras de poeira. De acordo com a ESA, pensa-se que os componentes destas estrelas azuis quentes desencadeiam a formação de estrelas nas nuvens de gás próximas.

Os braços em espiral "floculentos" indicam que a história recente da formação de estrelas da galáxia tem sido relativamente silenciosa. Não existe praticamente nenhuma formação estrelar na parte central da galáxia, onde todo o gás foi convertido em estrelas há muito tempo.

30 anos do Telescópio Hubble: O “olho” humano no espaço continua a sua jornada até ao infinito

Começada a construção em 1979, mas apenas enviado ao espaço a bordo do vaivém Discovery no dia 24 de abril de 1990, o Telescópio Espacial Hubble comemora em 2020 30 anos desde o início da sua saga de exploração. O telescópio é o protagonista de muitos feitos nos campos da astronomia e astrofísica ao longo dos anos, tendo fotografado e registado fenómenos do espaço, tais como discos formadores de planetas em volta de estrelas próximas.

O seu nome foi atribuído em homenagem a Edwin Hubble, que na década de 1920 construiu o maior telescópio até à data, no Observatório Mt. Wilson em Pasadena, na Califórnia. O Hubble elevou-se para além da superfície terrestre, para o espaço, longe da distorção da atmosfera, das nuvens carregadas de chuva ou qualquer tipo de poluição de iluminação que o impedem de chegar ainda mais longe nas suas observações.

Na galeria pode ver 30 fotografias, uma para cada ano de missão do Hubble

Recentemente, assistiu ao nascimento de uma estrela dentro do quadrante NGC 1333, uma nebulosa de reflexão cheia de gás e poeira, localizada a mil anos-luz da Terra. Fenómeno igualmente registado na galáxia Kiso 5639, a mais de 82 milhões de anos-luz de distância, quando viu o nascimento de estrelas, num evento considerado muito raro.

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