
Para combater as desigualdades no acesso a meios tecnológicos e melhorar o acesso às aulas à distância, o programa Escola Digital vai distribuir computadores por alunos e professores. Em declarações à Lusa, Jorge Ascenção, presidente da Confederação Nacional das Associações de Pais (Confap), revelou que, na primeira fase da iniciativa, vão ser disponibilizados 100 mil equipamentos.
Os elementos da Confap estiveram reunidos na semana passada com responsáveis da Direção-Geral dos Estabelecimentos Escolares para discutir como será feito o regresso às aulas no próximo ano letivo, cujo início está marcado entre 14 e 17 de setembro, e a Escola Digital foi um dos temas debatidos.
De acordo com Jorge Ascenção, será dada “prioridade aos alunos mais carenciados” e a implementação da primeira fase de distribuição de equipamentos terá de se adaptar às necessidades dos estudantes caso o confinamento continue no próximo letivo.
As aulas vão começar com o regresso ao ensino presencial, no entanto, há a possibilidade de as escolas terem de avançar para o ensino misto ou mesmo à distância, dependendo do aparecimento de casos de infeção com COVID-19 entre a comunidade escolar.
São vários os pais que defendem que os equipamentos devem pertencer às escolas e estar disponíveis em caso de necessidade. Os diretores escolares sugeriram também que o programa deveria seguir um modelo semelhante ao da distribuição de manuais escolares. “São gratuitos, mas a titulo de empréstimo”, sublinhou Filinto Lima, presidente da Associação Nacional de Diretores de Agrupamentos e Escolas Públicas, à Lusa.
Depois de o Primeiro-Ministro António Costa revelar a medida em abril, o Conselho de Ministros aprovou em julho a despesa de 400 milhões de euros para avançar com a Escola Digital, preparando o lançamento de concursos para compra de computadores, ligação à internet e licenças de software para equipar alunos e docentes.
O investimento já estava previsto no Programa de estabilização e promete "dotar as escolas, os docentes e os alunos para o desenvolvimento de competências digitais no trabalho escolar", explicou o Ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues, lembrando que são fundamentais para "um melhor mundo digital, para a economia, e também para o emprego".
A medida será implementada em diferentes fases: "Numa primeira fase prevê-se ao nível infraestrutural adquirir computadores, conectividade, licenças e software para as escolas públicas, de modo a disponibilizarem estes recursos a alunos e docentes, dando prioridade aos alunos abrangidos pela ação escolar, até alcançar a paulatina a utilização universal", detalhou o Ministro.
O programa de estabilização pretende ainda "desenvolver um plano para a capacitação digital dos docentes" e "incrementar a produção de um conjunto de novos recursos digitais e também de desmaterialização de recursos físicos como sejam os manuais escolares".
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