O Facebook vai levar a tribunal as autoridades europeias da concorrência que têm vindo a investigar as suas práticas. A empresa liderada por Mark Zuckerberg acredita que o nível de escrutínio dos reguladores é demasiado elevado e que estão a ser pedidos dados demasiado pessoais.

A rede social tem estado na “mira” dos reguladores europeus desde o ano passado, com investigações acerca do uso que faz dos dados e da forma como gere o seu Marketplace. Ao todo, a empresa já disponibilizou 315.000 documentos às Comissão Europeia, o que equivale a cerca de 1,7 milhões de páginas com informação acerca da sua atuação.

“A dimensão excecionalmente ampla dos pedidos da Comissão significa que somos forçados a apresentar documentos predominantemente irrelevantes e que não estão relacionados com as investigações”, afirma Timothy Lamb, conselheiro geral do Facebook, em comunicado citado pela Reuters.

O responsável afirma que as entidades reguladoras europeias estão a pedir incluindo “informações altamente pessoais”, como dados médicos, financeiros e familiares dos funcionários.

“Acreditamos que os pedidos em questão devem ser revistos pelos tribunais europeus”, sublinha Timothy Lamb. O Facebook pretende ainda levar o caso ao Tribunal de Justiça Europeu de modo a que os pedidos de informação cessem.

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No outro lado do Atlântico, o Facebook, assim como a Apple, Amazon, Facebook e Google, estão a ser investigados pela Federal Trade Comission (FTC) por suspeita de usarem o seu poder no mercado para eliminar qualquer oportunidade concorrencial de empresas mais pequenas. Os líderes das gigantes tecnológicas seriam ouvidos pelo Congresso norte-americano a 27 de julho, no entanto, a audição foi adiada sem data anunciada.

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