O programa da viagem do Primeiro-ministro aos Estados Unidos incluía um extenso agendamento de contactos com entidades oficiais, instituições académicas e científicas e com sector empresarial. O objetivo era conhecido de todos: “atrair novos investimentos e apresentar a face moderna do nosso país", afirmou António Costa na primeira intervenção feita naquele país.

Da timeline prevista, a primeira passagem foi pela Cisco, onde o líder do Governo português destacou as duas áreas fundamentais da parceria com a empresa: "desenvolvimento das zonas de Wi-Fi livre, porque isso ajuda a modernizar o país", e "cibersegurança, porque garantir a segurança ajuda a modernizar e a reforçar a intensidade do país". Ambas representam "oportunidades de negócio para a Cisco", sublinhou, citado pelo Diário de Notícias.

A visita mais mediática foi a da Google, em Mountain View, região de Silicon Valley, no estado da Califórnia, onde o vice-presidente dos assuntos globais da gigante tecnológica anunciou, na presença do primeiro-ministro, a instalação em Portugal de uma unidade para formação e desenvolvimento do sistema operativo Android.

E na sequência da abertura da unidade de formação para o sistema operativo, outras empresas do ecossistema da tecnológica norte-americana podem também decidir fixar-se no país, segundo o Ministro da Economia, que falava aos jornalistas horas depois de o vice-presidente da Google ter feito o anúncio sobre a presença em Portugal

Manuel Caldeira Cabral referiu que a Google começou por assumir a criação de cerca de 500 postos de trabalho no país, mas que até ao final deste ano será aberto um concurso internacional para 1.000 vagas. “Com esta linha, a Google está a atrair outras empresas que fazem parte do ecossistema e que trabalham com a Google. Estas 1000 pessoas que vão ser formadas pela Google - para ficarem como programadores em aplicações para Android - irão reforçar quer a própria Google, quer as empresas do universo desta multinacional norte-americana. Há empresas desse universo que neste momento estão a olhar para Portugal para se fixarem”, declarou o titular da pasta da Economia, citado pela Lusa.

A formação da Google em produtos Android terá diferentes componentes. “Terá uma parte online, outra que será feita presencialmente. Uma parte poderá ser no Taguspark [Oeiras] e outra em colaboração com instituições portuguesas, nomeadamente universidades e politécnicos”, especificou.

Além da Google, entre as empresas visitadas pela equipa portuguesa nos EUA destacou-se igualmente uma outra empresa, a Amyris, que atua na área das ciências da vida, pelo anúncio de um investimento de 50 milhões de euros numa parceria com a Escola Superior de Biotecnologia da Universidade Católica Portuguesa no Porto e a AICEP, agência de promoção do comércio externo.

O projeto tem, nas palavras da empresa, duplo objetivo: explorar formas de usar desperdício resultante da fermentação para novos produtos e aplicações e desenvolver a plataforma de inteligência artificial.

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