
A Microsoft tem mais um desafio para vencer relativamente à compra da Activision Blizzard, anunciada em janeiro do ano passado, mas ainda a aguardar aprovação regulatória. Um grupo de 10 jogadores avançou com uma ação judicial nos Estados Unidos, que pede o bloqueio do negócio. Segundo a queixa, apresentada junto de um tribunal da Califórnia, a operação vai “criar um monopólio na indústria de videojogos”.
Refere-se ainda que o negócio dará à Microsoft "um enorme poder de mercado na indústria dos videojogos", bem como a "capacidade de excluir rivais, limitar a produção, reduzir a escolha do consumidor, aumentar os preços e inibir ainda mais a concorrência".
A queixa surge dias depois da Federal Trade Commission ter avançado também com um processo para impedir o negócio, onde se defende que a Activision Blizzard é uma das poucas empresas no mercado a desenvolver jogos de qualidade para várias plataformas.
No processo interposto pelo regulador salientam-se também os possíveis danos para a concorrência decorrentes da operação, sublinhando-se que a Microsoft fica com motivos e meios para prejudicar a concorrência e beneficiar a sua própria plataforma de jogos, a Xbox, de uma forma que acabará por prejudicar os consumidores.
A empresa tem realizado todos os esforços para mostrar o contrário, oferecendo, por exemplo, um acordo aos principais concorrentes, a Sony e a Nintendo, com a garantia de acesso a um dos ativos mais desejados da Activision Blizzard, o Call of Duty, por um período de 10 anos.
A concretizar-se, o negócio proposto pela Microsoft será o maior de sempre na indústria dos videojogos. Vai envolver o pagamento de 69 mil milhões de dólares e, segundo a empresa, vai criar mais concorrência e gerar mais oportunidades para jogadores e programadores, porque vai levar mais jogos a mais pessoas.
O argumento ainda não convenceu uma mão-cheia de reguladores, das quase duas dezenas de países que sujeitam a operação, vista por alguns como o derradeiro teste ao poder das grandes tecnológicas, a este tipo de avaliação.
Na Europa, o processo está em investigação aprofundada pelas autoridades da concorrência da União Europeia e também pelo regulador britânico, que a avaliar pelas conclusões da investigação preliminar está muito pouco inclinado a aceitar a operação. O desfecho destas análises será conhecido até final do primeiro trimestre de 2023.
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