A adesão às redes de nova geração e o acesso à Internet a partir de dispositivos móveis são grandes avanços. As infraestruturas de banda muito larga (na componente de rede fixa) cobrem já 68% das famílias - em Portugal o número é muito superior e atinge os 89% - ainda que o número das que as utilizam realmente seja inferior.

 

Mesmo assim, ao longo dos últimos dois anos há a contabilizar 20 milhões de novas subscrições em serviços que garantem um débito igual ou superior a 30 Mbps, embora menos de 30% da população europeia tenha uma ligação deste tipo. Em Portugal os números do Digital Agenda Scoreboard mostram que mais de metade das subscrições de serviços de Internet já tiram partido das redes de nova geração.

 

Embora expressiva, a evolução nas redes fixas e nas novas tecnologias que suportam é menos significativa que a registada na utilização de Internet no telemóvel, que no final do ano passado era uma realidade para 79% das famílias. Há dois anos a penetração destes serviços não ia além dos 27%. A crescer está também o número de europeus que usam a Internet: 75% da população vai à rede pelo menos uma vez por semana, mas para 65% dos europeus a utilização é ainda mais frequente e faz-se diariamente.

 

Mesmo assim, 18% da população europeia continua sem nunca ter usado a Internet. O mesmo estudo também mostra que 40% da população europeia não tem competências digitais suficientes e provavelmente por isso só 26% dos europeus tiram partido dos serviços públicos eletrónicos, mas cerca de metade fazem compras online e um pouco menos já usa serviços de banca online.

Outras conclusões menos positivas do Scoreboard revelam que a Europa continua a ser um mercado menos atrativo para os operadores de telecomunicações que outras regiões do globo, como os Estados Unidos, onde o volume de dados consumido online é superior, assim como as receitas geradas. Outra diferença, na comparação com os EUA é que por lá a receita dos operadores cresce de ano para ano. Na Europa está em queda desde 2010. No ano passado atingiu os 230 mil milhões de euros.

Outro ponto a melhorar na realidade europeia, até para atingir os objetivos da Agenda, tem a ver com a utilização dos recursos digitais pelas empresas: só 14,5% vendem online, um número que traduz um crescimento de apenas 3,5% face ao ano anterior. O relatório também mostra que só menos de um quinto (19%) das empresas da região tira partido de serviços cloud.

No que se refere a Portugal, o documento identifica igualmente oportunidades de melhoria, nomeadamente ao nível do preço dos serviços, considerado um dos entraves a uma maior penetração de Internet no país. Só 53% das famílias em Portugal tiram partido de uma ligação à banda larga sobre rede fixa. Na rede móvel o número é inferior: 46%. Outro indicador onde Portugal aparece nos piores lugares da tabela é no número de pessoas que nunca usaram a Internet, que atinge os 30%. 

 

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