António Carrapatoso, presidente da Vodafone Portugal disse ontem que a empresa "não antecipa nenhum efeito significativo de redução de pessoal" para a operação portuguesa, no âmbito das medidas de redução de custos que a casa mãe anunciou depois de apresentação de resultados esta semana.



À margem de um jantar debate promovido pela APDC, o gestor explicou que a prioridade da Vodafone é crescer, acrescentando que as medidas de controlo de custos terão sempre de visar essa meta. Contudo, referiu a hipótese de algumas áreas da operação, hoje geridas dentro da Vodafone, poderem passar a ser geridas em outsourcing, no âmbito de um esforço para aumentar a eficiência de custos.



António Carrapatoso sublinhou ainda que da estratégia de crescimento da Vodafone no mercado português faz parte uma aposta em novas tecnologias como o HSDPA, já lançado, e um reforço da aposta na convergência fixo-móvel, que será feito quer explorando potencialidades do móvel que possam colmatar necessidades dos cliente tipicamente associadas ao serviço fixo, quer através do posicionamento no mercado como "operador fixo virtual", com uma aposta mais forte em tecnologias como o ADSL.



Em análise mantém-se também a possibilidade de estabelecer um acordo de MVNO com outro operador. O responsável admite que a questão tem sido estudada e que até agora a Vodafone não aceitou abrir a sua rede à exploração por outro operador pois não foi possível "estabelecer um acordo que tivesse valor acrescentado" para a empresa. Ainda assim, Carrapatoso acredita que a surgirem operadores móveis virtuais isso aconteça nos próximos 12 meses.



A questão dos MVNOs foi também referida pelo presidente da operadora no âmbito da OPA da Sonae sobre a PT, relativamente à qual a Vodafone está contra. Carrapatoso defendeu que o processo em marcha gera instabilidade em 75 por cento do mercado e considerou que a concretizar-se a operação vai levar a uma concentração sem vantagens para o mercado português.



O responsável considera que a concretização da OPA implicaria a colocação no mercado de um número excessivo de remédios regulatórios, não desejável para qualquer mercado. Um dos remédios antecipados por António Carrapatoso seria a criação de MVNOs que "devem ser estabelecidos por acordo comercial" entre operadores e não por imposição regulatória.



"O sucesso da relação entre MNOs (Mobile Network Operators) e MVNOs (Mobile Virtual Network Operators) depende do interesse estratégico de ambos. Uma obrigação de acesso imposta pelo regulador cria distorções", sublinha.



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