A PT Portugal tem feito um forte investimento na ampliação da sua rede de fibra ótica. Em novembro do ano passado foi anunciado um novo plano que servirá para ‘fibrar’ mais 3 milhões de casas portuguesas, o que deverá colocar a operadora de telecomunicações com uma cobertura de 5,7 milhões de casas em 2020.

No jantar-debate promovido ontem, 10 de março, pela APDC, o diretor executivo da PT Portugal, Paulo Neves, anunciou que a partir desta sexta-feira a empresa vai ter disponível uma oferta comercial da rede de fibra ótica para os concorrentes. Ou seja, a NOS, a Vodafone ou a Cabovisão vão poder usar a rede de fibra da PT Portugal, desde que haja uma contrapartida comercial nesse sentido.

“Não, não queremos manter a fibra só para nós. A partir de sexta-feira vamos ter uma oferta ‘wholesale’ para os nossos concorrentes”, explicou o CEO, citado pelo Dinheiro Vivo.

E adiantou ainda: “Espero que os nossos concorrentes façam o mesmo e também disponibilizem ofertas comerciais”. “Estamos a fazer a implementação massiva da rede fibra pelo país para os clientes e queremos fazer oferta wholesale para outros operadores”, reforçou quando questionado se este anúncio representava uma mudança na postura da empresa.

Sobre a questão da regulação da ANACOM para a abertura da rede de fibra ótica o CEO considerou que “o mercado funcionou e não foi preciso a intervenção do regulador”. “O regulador atuou não atuando”, acrescentou.

Paulo Neves revelou ainda que atualmente a PT Portugal está a fazer chegar a rede de fibra ótica a 2.500 a 3.000 novas casas por mês e que só este ano o objetivo da operadora é estender a rede de fibra a mais de 700 mil lares.

Parte da expansão prevista também inclui a Madeira e os Açores onde a empresa espera avançar já no mês de abril. “Vamos fazer o deployment massivo nas ilhas dos Açores e Madeira e é já no próximo mês”.

A PT Portugal adiantou estar disponível também para a partilha de conteúdos e disse que o Porto Canal não deve ser um exclusivo do Meo. Apesar do impasse que a operadora tem tido com a NOS - não há acordo comercial entre as partes e o acesso do Porto Canal foi cortado aos clientes da NOS -, Paulo Neves considerou que não vê este cenário como uma guerra entre as empresas.

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