O acordo entre as duas operadoras acaba de ser comunicado e a Vodafone Portugal e a NOS referem que desta forma vão ter condições para aumentar a cobertura de rede móvel e a qualidade dos seus serviços, de forma a promover uma maior coesão territorial, responder às necessidades reais e diferenciadas das populações, e dar resposta aos desafios que a atual conjuntura social e económica coloca. A intenção de avançar com este acordo tinha sido comunicada em fevereiro, ainda antes de serem conhecidas as regras do concurso para o 5G.

Fica fora do acordo a definição e prestação dos serviços aos seus clientes finais, garantindo as duas operadoras a independência e mantendo sempre o controlo estratégico de cada uma das redes.

"A parceria traz claros benefícios para todos os nossos Clientes, particulares e empresariais, nomeadamente mais e melhor oferta, e o mesmo serviço de excelência. Ao mesmo tempo, abre caminho para o desenvolvimento da sociedade digital,  potenciando o desenvolvimento de produtos e serviços inovadores, que tenham a capacidade de transformar a forma como vivemos, como trabalhamos, como aprendemos e como preparamos as nossas empresas para o futuro", sublinha Miguel Almeida, CEO da NOS, referindo também os benefícios para a redução da pegada ecológica e da coesão territorial.

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Mário Vaz, CEO da Vodafone Portugal, destaca também a eficiência económica desta parceria. "Este acordo acontece num período especialmente crítico para o País e desafiador para o sector. Crítico porque a resiliência da economia e da sociedade em geral coloca pressão acrescida sobre as redes de telecomunicações. Desafiador pela dimensão e premência dos investimentos que são exigidos aos operadores", afirma.

Segundo os dados partilhados, nas zonas de menor densidade populacional, tipicamente rurais e no interior do país, as duas operadoras vão usar uma infraestruturas comum de suporte às suas redes móveis (torres, mastros, etc.) e partilharão os seus equipamentos ativos de rádio (antenas, amplificadores e demais equipamentos), sem que haja, porém, partilha de espectro.

O acordo abrande as tecnologias de 2G, 3G e 4G, referindo-se que "a acomodação do 5G no presente acordo está dependente da decisão autónoma de cada operador de implementar ou não esta tecnologia". Recorde-se que o leilão para atribuição do espectro para o 5G ainda não avançou e que as operadoras têm sido muito críticas em relação às regras que estão a ser definidas pela Anacom.

O acordo de partilha de ativos agora assinado prevê também que nas zonas de maior densidade populacional, ou seja, em cidades com mais pessoas, "a NOS e a Vodafone irão explorar sinergias acrescidas na partilha de infraestrutura de suporte às redes móveis", o que passa por colocar os equipamentos ativos nessas infraestruturas. Segundo o comunicado, este movimento permitirá à NOS e à Vodafone racionalizar custos operacionais.

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