*Por Renato Póvoas

[caption]Renato Póvoas[/caption]

Não há dia que passe em que a Inovação não seja referida por um qualquer gestor, político ou académico. Tema incontornável de qualquer conferência, quer se fale de cimento ou agricultura.

Embora a inovação se tenha tornado nos últimos tempos numa buzzword, também é verdade que existem ainda alguns mitos que tardam em dissipar-se. O mais frequente é confundir inovação com investigação e desenvolvimento (I&D). É bom que se entenda que a inovação não é somente o desenvolvimento de novos produtos ou tecnologia. Ela deve ser transversal a toda a organização e estar na base do modelo de negócio, no seu ADN.

A inovação pode ser aplicada a qualquer tipo de negócio, independentemente da sua dimensão, e rentabilizada nas mais diversas áreas, como nos Produtos (bens ou serviços), nos Processos (fabrico, logística ou distribuição) a nível Organizacional (novos métodos organizacionais ou relações externas) ou Marketing (design, preço, distribuição ou promoção).

Existe sempre espaço e oportunidade para inovar, seja de natureza incremental (fazer melhor o que já fazemos) ou de forma radical (mudando as regras do negócio atual). O fundamental é criar valor para os seus clientes. Para isso é necessário sair da zona de conforto e arriscar sem receio de falhar, tendo no entanto a consciência de que falhar é algo inevitável no processo de superação e inovação. Há contudo que aprender com os erros que cometemos para que possam ser cada vez menos ao longo da vida.

Em Portugal, com o tecido empresarial totalmente assente em PME’s e microempresas, a inovação torna-se ainda mais revelante e determinante. Não será necessário descobrir princípios científicos, mas sim ter a capacidade de olhar as coisas sobre novas perspetivas e combinar as peças existentes ao nível da produção, design, gestão da logística ao longo da cadeia de valor ou comunicação junto do cliente, por exemplo.

É esta a nossa missão na Improve. Resolver problemas através de soluções inovadoras, contribuindo assim para a transformação de projetos, negócios, produtos ou serviços. Com uma metodologia sólida e uma forte disciplina na execução pretendemos impulsionar e acelerar o crescimento daqueles com quem trabalhamos.

O ritmo intenso de mudança, a incerteza e a conjuntura altamente competitiva e global, são o tónico para que a prática da inovação se torne capital. A verdade é que por vezes o financiamento se torna um obstáculo sério e difícil de transpor. A banca clássica já não tem a capacidade e a agilidade para suportar financeiramente certos projetos de inovação.

Por outro lado, as condições suicidas que impõe a start-ups, onde o risco é obviamente mais elevado, desencorajam à partida qualquer empreendedor. A solução passa assim, e para além dos programas de financiamento europeus, por ter a capacidade de chegar ao contacto e angariar o capital desejado junto de investidores e empresas privadas (business angels, fundos de venture capital ou private equity).

Esta robustez financeira é essencial para a internacionalização e o desenvolvimento de inovação à escala global, uma ambição que deverá ser encarada com energia e normalidade dada a realidade e as tendências da economia mundial.

Cabe agora a cada um ativar o seu GPS da inovação. Com os seus próprios meios ou através da ajuda de terceiros, o importante é nunca se desviar da rota da criatividade suportada por uma imaginação exequível e com uma inequívoca oferta de valor para os seus stakeholders.

* Managing Partner da Improve

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