Na madrugada do dia 15 de outubro, a BepiColombo encontrava-se a uma distância de 10.720 quilómetros de Vénus. A segunda manobra de aproximação está marcada para 10 de agosto de 2021 e espera-se que a sonda passe a uma distância de 550 quilómetros da superfície do planeta.
A missão que junta a ESA e a congénere japonesa JAXA, e que leva a bordo tecnologia portuguesa, está em fase de aproximação ao planeta Vénus, onde vai fazer algumas observações e aproveitar para tirar fotografias.
A molécula Fosfina, que foi detetada nas nuvens de Vénus, apenas pode ser feita industrialmente na Terra, ou através de micróbios que se desenvolvem em ambientes sem oxigénio.
Os resultados de um estudo agora publicado revelam que uma clivagem nas nuvens de Vénus fustiga a atmosfera do planeta há pelo menos 35 anos. Se tal acontecesse na Terra, seria como uma superfície frontal, mas à escala planetária.
Especialistas da indústria espacial russa estão a preparar planos para recolher amostras de solo de Vénus e trazê-las para a Terra, disse o diretor-geral da agência espacial russa Roscosmos, em entrevista publicada hoje pela agência RIA Nóvosti.
O grande vencedor do prémio de 15 mil dólares foi “Venus Feelers”, o projeto do designer egípcio Youseef Ghali que terá a oportunidade de colaborar com a NASA na construção do sensor para o Automaton Rover for Extreme Environments, o veículo que um dia vai partir à descoberta de Vénus.
Para contornar obstáculos, o rover precisa de um sensor especial que não tenha por base um sistema elétrico, o qual seria muito vulnerável às condições extremas do planeta. A equipa que ficar em primeiro lugar na competição terá também a oportunidade de colaborar com a NASA.
É o primeiro em torno de Vénus e a sua proximidade do Sol torna-o muito difícil de observar, mas desde que foi descoberto, os telescópios espalhados pelo mundo nunca mais o “largaram”.
Hoje sobreaquecido por gases de efeito de estufa, acredita-se que o clima em Vénus já foi um dia semelhante ao da Terra. O Jet Propulsion Laboratory, da NASA quer respostas, mas para isso é preciso regressar ao “planeta gémeo”.
O estudo apresentado na edição de 2019 do European Planetary Science Congress vem dar a conhecer uma nova perspetiva acerca das condições do segundo planeta a contar do sol há milhares de milhões de anos atrás.