A viagem espacial de astronautas até Marte parece estar mais próxima para a NASA. Um artigo publicado na terça-feira sugere que a apenas 2,5 cm abaixo da superfície se encontra água congelada, acessível apenas com uma pá, "uma consideração importante para qualquer potencial lugar de aterragem".

No comunicado disponível no site oficial da NASA, a agência espacial americana explica que, com pouco espaço disponível numa nave espacial, "qualquer missão humana em Marte terá que colher o que já está disponível, seja para beber água e produzir combustível para o foguete".

A esta aposta a NASA chama de "in situ resource utilization", considerando um fator importante na seleção de locais de aterragem de missões humanas. De acordo com a NASA, os satélites que orbitram Marte têm-se revelado essenciais para "ajudar os cientistas a determinarem os melhores locais para a primeira estação de investigação de Marte".

Por isso, não será de estranhar que os autores do artigo tenham utilizado dados de duas dessas naves espaciais, a Mars Reconnaissance Orbiter e Mars Odyssey Orbiter, para localizar água congelada que poderia estar ao alcance dos astronautas no planeta vermelho.

Água congelada subterrada em Marte
A caixa delineada representa o local ideal para enviar aos astronautas para dessenterrarem a água congelada.

Em comunicado, o principal autor do estudo e do Jet Propulsion Laboratory da NASA, garante que os astronautas não precisariam de uma retroescavadora para desenterrar a água congelada. "Poderiam usar uma pá", explica Sylvain Piqueux.

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Mas o autor garante que ainda há mais a fazer. O membro da equipa da NASA vai continuar a analisar a questão durante as várias estações, de forma a analisar de que forma a abundância do recurso se altera ao longo do tempo.

Em 2020 a NASA quer levar até Marte um rover que está previsto que aterre em Marte em fevereiro de 2021. Na corrida à exploração ao planeta vermelho estão também a Space X e uma parceria entre a agência de exploração aeroespacial japonesa (JAXA) e as agências espaciais de Alemanha (DLR) e França (CNES).

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