Portugal tem 5,2 milhões de utilizadores ativos mensais no Facebook, dos quais quatro milhões já acedem através do telemóvel. O valor baixa para os 3,8 milhões quando se contabilizam os utilizadores ativos numa base diária, com o mobile a representar 2,8 milhões desses acessos únicos.

Os valores foram revelados pelo principal responsável do Facebook em Portugal, Paulo Barreto, numa entrevista concedida ao Público. O gestor que tem como missão tratar do mercado publicitário da rede social junto das entidades portugueses revelou também que os portugueses são dos mais ativos no Facebook a nível mundial.

“Têm vindo a aumentar o tempo que passam no Facebook. O número está sempre a mudar, mas, em média, as pessoas estão 47 ou 48 minutos, por dia, no Facebook”.

Por norma e a partir do meio-dia, o Facebook passa a ter uma média de um milhão de utilizadores na plataforma, mas o número chega a ter 1,7 ou 1,8 milhões de pessoas ao mesmo tempo durante o chamado prime time. A rede social consegue mesmo ter mais pessoas do que qualquer canal de televisão, como revelou Paulo Barreto: “A última vez que me lembro de não termos tido mais pessoas do que um canal foi no Benfica-Chelsea”.

Isto porque ao mesmo tempo que as pessoas estão a ver televisão, estão também na rede social muitas vezes a comentar justamente os programas que estão a ver.

Sobre o Instagram - rede social que pertence ao Facebook e que é das que regista mais crescimento a nível mundial - Paulo Barreto não adianta números específicos do mercado português, mas diz que está dentro da relação Facebook-Instagram registada a nível mundial.

Sabendo que o Facebook tem 1,4 mil milhões de utilizadores e o Instagram 300 milhões, então em Portugal a rede social das imagens com filtros deve ter perto de 1,1 milhões de utilizadores.

Ao nível publicitário o Facebook trabalha de perto com algumas empresas e tenta atrair os anunciantes com elevados níveis de precisão do público alvo. “Posso vender, por exemplo, o canal Benfica a todos os clientes de um operador de cabo que sejam benfiquistas e que ainda não tenham esse canal”, disse Paulo Barreto ao Público.

Isto acontece pois o Facebook cruza os dados de utilização da plataforma com dados que são disponibilizados pelas próprias empresas anunciantes.


Escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico

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