A Apple é uma das tecnológicas mais impactadas. As ações da empresa da maçã caíram quase 9%, podendo marcar a maior queda dos últimos cinco anos, avança a CNBC. Tanto a Meta como a Amazon registaram quedas acima dos 7% nas suas ações. Já a Nvidia viu as suas ações caírem mais de 5%. A Microsoft e a Alphabet, a casa-mãe da Google, registaram descidas na ordem nos 2%.  

O impacto do anúncio também se fez sentir entre as empresas especializadas na produção de semicondutores, com a Marvell Technology, ARM e Micron a verem quedas de 8% nas suas ações. As ações da Broadcom e Lam Research recuaram 6%, as da ServiceNow e Fortinet mais de 5% e as da AMD caíram 4%.  

O Governo de Donald Trump anunciou um conjunto de tarifas que incluem taxas de 10% em todos os produtos importados, mas também tarifas recíprocas para várias regiões. Entre elas incluem-se taxas de 34% para as importações da China, que se juntam a tarifas anteriores de 20%, e de 20% para as da União Europeia. 

Em resposta, o Ministério do Comércio na China apelou aos Estados Unidos para "cancelarem imediatamente" as tarifas impostas, ameaçando com contramedidas, indica a CNBC

Europa prepara resposta às tarifas de Donald Trump. Gigantes tecnológicas americanas podem estar na mira
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Ursula von der Lyon, presidente da Comissão Europeia, já deixou claro que “a Europa está preparada para responder”. A presidente do executivo comunitário afirmou que a Europa também está pronta “para dialogar e passar do confronto à negociação”, avança Ursula von der Lyon.

Numa conferência de imprensa, Bernd Lange, presidente do Comité de Comércio Internacional do Parlamento Europeu, avançou que a UE vai agora analisar o impacto das tarifas aplicadas pelos Estados Unidos

O objetivo passa por evitar a escalada da guerra comercial, limitando o impacto das contra-tarifas, mas também o impacto para os consumidores europeus. Mas se a guerra comercial subir de tom, a União Europeia vai também olhar para as gigantes tecnológicas norte-americanas, afirma Bernd Lange. 

“Diria que não é a primeira escolha, temos primeiro as nossas medidas mais ‘tradicionais’”, afirmou. No entanto, “há serviços importantes, como a PayPal e outras empresas para as quais podemos pensar em contramedidas”