Líder reconhecido no low code, com um crescimento invejável, acima de 60% ao ano, e a ganhar espaço no mercado norte americano, a OutSystems é uma das tecnologias portuguesas que já ganhou um lugar relevante no panorama internacional das tecnologias de informação, reforçado pelo estatuto de unicórnio, e tudo indica que tem uma rota traçada para ser uma empresa “mesmo muito grande”, como defende Rui Pereira.

O cofundador e vice-presidente da OutSystems explica em entrevista como a companhia se está a transformar na “Autoeuropa do software”, referindo-se à forma como está a ajudar a criar um ecossistema de empresas que já estão a conquistar o mercado internacional à boleia das soluções e serviços da plataforma OutSystems.

A transformação digital, a criação de emprego em Portugal e o desenvolvimento do centro de competências de inteligência artificial, fizeram também parte de uma conversa que decorreu durante o NextStep, o evento anual da OutSystems.

SAPO TeK: A OutSystems tem vindo a crescer muito, sobretudo nos últimos dois/três anos com um crescimento muito acelerado e este ano conseguiu o estatuto do Unicórnio. Os últimos resultados mostram um crescimento de 63% das receitas no segundo trimestre. O que é que está na base deste crescimento e o que é que justifica este salto que foi dado mais nestes últimos anos? É um crescimento sustentado?

Rui Pereira: É um crescimento sustentado. Tem sido rápido de há alguns anos a esta parte, mas claro que está a acelerar um bocadinho mais. Os últimos anos têm sido mais acelerados que os anos anteriores, mas eu diria que há aqui dois fatores que me parecem importantes: o primeiro é que devemos estar a fazer alguma coisa boa para os clientes, porque crescimento significa que há mais clientes e que acham que nós temos qualquer coisa que damos em retorno para o que eles nos pagam. Mas também o investimento que temos feito, em ajudar, por um lado o cliente, por outro lado o parceiro, que com a tecnologia da OutSystems implementa as soluções no cliente, permitiu acelerar muito este crescimento. Porque, de repente, não é só a força de vendas da OutSystems que está no terreno, é a força de vendas da OutSystems mais a força de vendas dos parceiros que temos nos vários países.

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Eu acho que estes dois fatores foram muito importantes para nos fazer crescer. Resolvemos um problema, que acabou por nascer nos últimos anos e que está na falta de produtividade nos ITs, que em muitos casos são visto como um estrangulamento do negócio e que com a plataforma OutSystems as empresas conseguem ultrapassar e podem servir o negócio de forma mais rápida, e ajudámos os clientes a criar estas aplicações e a tirar o máximo de partido da OutSystems – o que implicou comprarem mais. Eu acho que isso são as duas razões importantes para o crescimento da OutSystems. A outra é simplesmente que nós estamos no centro de uma série de tendências do mercado de ITs.

SAPO TeK: Esta aposta no low-code, é uma aposta muito relevante e no momento certo?

Rui Pereira: É. Quer dizer, a aposta no low-code para a OutSystems foi há 17 anos atrás. Se nós pensarmos que quando arrancámos, há 17 anos atrás, íamos bater à porta de grandes empresas – não só em Portugal, mas fora – e dizíamos «nós trazemos aqui uma maneira diferente de fazer software, mais rápida, mais simples» e que me recordo perfeitamente que ninguém percebia porque é que queríamos fazer mais rápido e mais simples... Hoje, não é assim. Hoje, cada vez mais, os negócios, as áreas de negócio dos grandes clientes, fazem a definição da agenda. Eles é que sabem o que vão fazer. O IT está a transformar-se, cada vez mais, num enabler disto e não pode manter-se como aqueles que desenvolvem as soluções que demoram anos a fazer…

SAPO TeK: E são essas soluções que vão projetar o negócio do futuro. E agora alterou-se o conceito, não é?

Rui Pereira: E por isso em todas estas empresas grandes que estão, de alguma forma, a fazer transformações, se o IT também não é transformado e se torna mais ágil, mais simples e mais rápido, não vão conseguir. De repente, a OutSystems está no caminho crítico destas transformações que as empresas estão a fazer do lado tecnológico – que é renovar todo a tecnologia que têm, criando uma nova plataforma de IT mais ágil, mais simples... E é, claramente, por estes fatores que temos vindo a crescer.

SAPO TeK: O crescimento tem sido também pela internacionalização. Neste momento, a OutSystems está em mais de 50 países…

Rui Pereira: Já são muitos, nem sei bem quantos. Mas, essencialmente, é preciso dizer que isto não saiu de um dia para o outro, foram 17 anos de trabalho, a cometer muitos erros também e alguns a seremos bem-sucedidos, e, em média, a sermos mais bem sucedidos do que menos bem sucedidos. Mas o nosso focus é, claramente, sem dúvida, o mercado americano. É  o nosso focus número 1...

SAPO TeK: Mas foi um mercado onde também foi difícil entrar, não é?

Rui Pereira: Foi difícil entrar, não é nada fácil entrar num mercado como aquele. Demorou-nos muitos anos, investimos muito dinheiro, mas estamos a conseguir.

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SAPO TeK: E porque têm esse foco tão grande no mercado norte-americano? É um mercado onde existe já uma grande maturidade do IT e, neste momento, outras áreas do globo estão a crescer de uma forma muito rápida. Diria, por exemplo, a Ásia, não vou dizer a América do Sul, que também tem países que estão a crescer muito rapidamente, mas que, se calhar, estão a saltar etapas que já não permitem ter estes sistemas legacys tão pesados.

Rui Pereira: Sim, é verdade. A nossa operação asiática está a crescer que se farta, mas os líderes constroem-se e fazem-se dominando o mercado americano. Não há líderes a ganhar o mercado asiático sem o americano. Por isso, nós para sermos líderes nesta categoria – e já o somos –, para mantermos e para elevarmos, e continuarmos neste registo, temos de dominar o mercado americano até certa extensão. E, depois, logo a seguir, é o mercado europeu, os principais países da Europa: o Reino Unido, Alemanha, o Benelux. E depois vem o mercado asiático – e, neste caso, ia destacar só um país, que é uma prioridade para nós, que é o Japão. Curiosamente, temos uma base de clientes no Japão muito interessante. E que também é um mercado que não é fácil, mas, por um conjunto de razões, conseguimos ter uma base de clientes incrível no Japão.

Parcerias a crescer na "Autoeuropa do software"

SAPO TeK: Nesta combinação de conquista de novos países e de novos mercados, tinha-me falado dos parceiros. Como é que fazem para conquistar estes parceiros ou para conseguir estes parceiros em mercados-chave? Há parceiros globais, por exemplo, a Deloitte, a Capgemini... são referências. Também combinam essa aposta com parceiros locais?

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Rui Pereira: Sim. Por isso, há parceiros que têm aquelas marcas globais, a Deloitte, a Capgemini, a KPMG, a GCIs... São estes parceiros que conduzem marcas globais e que, tipicamente, são parceiros que são usados pelas grandes empresas. Depois, em cada país, há um conjunto de parceiros mais regionais, que são também bem vistos naquele país, mas se aquela empresa tem um contrato com a Deloitte a nível europeu, já não dá porque não tem a mesma capacidade. E, por isso, também é muito importante, para nós, ter uma coleção de parceiros regionais em cada país – e temos. Cada vez mais, o negócio da OutSystems é um negócio em que a rede de parceiros é a responsável pela implementação de sistemas nos clientes com a tecnologia OutSystems.

SAPO TeK: E vocês fazem uma segunda linha de apoio?

Rui Pereira: A nossa responsabilidade – para além de desenvolver o produto e de lançar a rede, é o treino, o enablement dos parceiros e dos clientes. Essa é a nossa responsabilidade. Mas também auxiliar o cliente e o parceiro, em determinados temas mais específicos, mais avançados – arquiteturas e performance. O desenvolvimento das aplicações ou fará cliente – que tem a sua própria equipa – ou fará o parceiro, ou, muitas vezes, juntam-se os dois. Esse é o negócio dos parceiros e, curiosamente, no caso português, existem já um grande número de empresas que foram criadas em redor da OutSystems, que são parceiras OutSystems, e que servem o mercado não só português, como estrangeiro. Este parceiros, através da OutSystems, já estão a internacionalizar-se. Somos tipo a Autoeuropa do software. No site da OutSystems lançámos há pouco tempo uma área que tem a listagem, por país, de todos os parceiros e com a tipificação dos serviços de cada um.

SAPO TeK: Este ano a OutSystems ultrapassou os 1.000 clientes. Que tipo de clientes são estes? São de grande dimensão, tipicamente? Média e grande dimensão?

Rui Pereira: São clientes de dimensão média e grande. Naturalmente, também há clientes pequenos, mas a OutSystems dirige os seus esforços, as suas estratégias, para o segmento de empresas grandes e médias – médias mais a atirar para o grande. Isso em cada país. Claro que uma empresa média nos Estados Unidos é muito maior do que uma empresa grande aqui em Portugal. Por isso, quando perguntam se o produto não serve para as PMEs, a verdade é que serve, mas nós fazemos escolhas. Dirigimos os nossos esforços, o posicionamento, tudo, para empresas grandes. Não se pode estar em todo o lado, por isso tem que se fazer os investimentos certos.

SAPO TEK: Duplicar este número será certamente um objetivo a alguns anos, mas pode implicar ter de procurar uma gama de empresas de média ou menor dimensão?

Rui Pereira: Não, porque na gama média mais baixa, o preço de venda também é mais pequeno. Tenho de vender muito mais. Para vender muito mais tenho de ter muitos mais parceiros – isso também demora e tem muito custo.

O crescimento que pode passar por um IPO (no futuro) mas que está focado na faturação

SAPO TEK: E como quer a OutSystems crescer?

Rui Pereira: Na valorização da empresa, há dois elementos: uma coisa é as receitas da empresa e outra é a valorização que a empresa tem no mercado. Isso é valorizado em ‘1B’ [um bilião de dólares, o que corresponder a mil milhões na contabilização portuguesa] se alguém estiver disponível para comprar àquele valor. Passar de ‘1B’ para ‘2b’ precisa que as receitas progredam de uma maneira que também sirva este crescimento. Mas há outros fatores externos: o mercado está quente, toda a gente agora vai para a bolsa, os investidores querem investir. Isto valoriza empresas como a OutSystems e outras. Pode haver outros momentos em que se valoriza menos, portanto é mais difícil chegar a '2b'. No nosso caso, sinceramente, não ligamos muito à valorização. Quando atingimos [o estatuto de unicórnio] naturalmente, fez-se a festinha, mas depois a realidade não é a valorização, é a faturação, é as receitas. E isso é que é o nosso esforço diário, não é na valorização.

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A valorização é depois um fator em cima, mais ou menos aleatório que depende de muita coisa. Por isso, trabalhamos diariamente para a faturação, para as receitas da empresa aumentarem aos tais 63% ano após ano. E isso não é valorização, é faturação.

SAPO TEK: E olhando então para as possibilidades de crescimento, em algum momento estão a considerar, a médio prazo, a possibilidade de dispersar o capital em bolsa? Essa possibilidade está em cima da mesa?

Rui Pereira: Não, não está, porque acabámos agora de receber um investimento significativo da Goldman Sachs e da KKR. Esse investimento vai servir para fazermos algumas coisas e, por isso, não está nada em discussão nessa matéria. Nós acreditamos cada vez mais que vamos ser uma empresa mesmo muito grande, mas muito grande. Por isso o pensamento não é tanto dispersar em bolsa, mas é como é que continuamos a crescer em 70% ano após ano para sermos a empresa muito grande. Esta coisa dos IPOs, isso só interessa para os shareholders. Eles é que querem esses movimentos. Meteram lá dinheiro e depois querem de lá tirar mais, isso é normal, é uma preocupação deles. Do ponto de vista do grupo executivo e, certamente, do Paulo [Rosado], a preocupação é como é que fazemos esta empresa crescer o mais rapidamente possível ano após ano para que, de repente possamos dizer, «epá, isto é uma empresa grande».

SAPO TEK: Sim, há muito bons exemplos no mercado de empresas que começaram pequenas e que são, neste momento, muito grandes. Temos uma Google que tem 20 anos, ou um Facebook. Foi um crescimento também exponencial.

Rui Pereira: Sim. E, por isso, o que é preciso saber é o que podemos fazer para entrar nesse tornado de coisas positivas e, em vez de crescer a 70% crescer a 170%. Esse é que é o desafio diário. Como é que aceleramos e, ao mesmo tempo, sem deixar nenhum cliente para trás? Nenhum cliente pode ficar para trás “No costumer left behind”. Esta aceleração e manter os clientes todos ao nosso lado, e os parceiros, é o trabalho diário.

SAPO TEK: Numa comparação muito direta com alguns players de mercado, que já estão no mercado há muito tempo, empresas de software como a SAP ou a Oracle são muitas vezes referenciados em oposição àquilo que vocês oferecem ao cliente. Eles são, de alguma maneira, um alvo a abater ou um tipo de solução a substituir?

Rui Pereira: Eu acho que esses dois casos que referenciou representam o passado, na nossa ótica. Raramente competimos com eles. Eles não estão preocupados com esta noção de «rápido, simples, mais». Têm um parque instalado enorme no mundo, e o que estamos a fazer é, das duas uma, ou complementar aquelas soluções que já existem com novas soluções que não existem e que os clientes querem fazer com a OutSystems, ou fazer substituição.

SAPO TEK: Em muitos clientes há complementaridade?

Rui Pereira: Obviamente. A EDP tem OutSystems em cima de uma grande instalação de SAP. Por isso, a maioria dos casos aparecem como «eu já tenho isto cá na casa e por isso a OutSystems tem, de alguma maneira, de se colar a isto e tirar partido de SAP da melhor maneira», criando novas soluções. Normalmente é este o cenário com estes dois players, mas estas empresas representam o mundo passado.

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SAPO TEK: Falando ainda no desenvolvimento do negócio e no investimento, como está a vossa aposta em centros de competências e desenvolvimento em Portugal? O que está previsto a médio-curto prazo?

Rui Pereira: Temos um centro de competências incrível, o da artificial intelligence, e está em Portugal. É absolutamente incrível. O investimento que a área de research de AI que a OutSystems está a ter é muito importante, não há muitas empresas a fazer este tipo de AI. E nós temos aqui o head of AI e a sua equipa está em Portugal, não está nos Estados Unidos. E temos, também em Portugal todo o desenvolvimento de produto, o chamado research and development.

SAPO TEK: Portugal continua a ser o centro de desenvolvimento de novas competências e de novas funcionalidades para o produto?

Rui Pereira: Sim, sim. Não está em mais lado nenhum. O que temos nas regiões é o normal, é as vendas, temos o apoio ao cliente cada vez mais a ir para as regiões e temos o marketing nos Estados Unidos, mas tudo o que é produto está em Portugal.

SAPO TEK: Neste momento, segundo os últimos números que eu tenho, a OutSystems está com 800 pessoas. É um número que vão fazer crescer?

Rui Pereira: Está a aumentar. Eu acho que agora é 800, mas vai aumentar até ao final do ano. O nosso desejo não é aumentar o número de pessoas, porque neste mundo das transformações digitais está-se a automatizar e a reduzir pessoas. Por isso nós não ficamos particularmente entusiasmados por ir para 1.000 pessoas gostava de ter 200, não era mil. Mas é certo que ainda vai aumentar, vai.

SAPO TEK: Isso também pode ser um sinal de crescimento. Obviamente, se estão a aumentar não é por ineficiência, é por eficiência.

Rui Pereira: Mas é mais nas regiões do que aqui, em Portugal. Mas cá, continuamos a crescer nas áreas de engenharia. A nossa marca é bastante forte e conseguimos atrair muito talento de topo, em Portugal. Continua a ser uma grande vantagem para ter a engenharia toda em Portugal.

SAPO TEK: Voltando aos clientes e às indústrias que vocês servem, que são muito variadas, não há uma verticalização. A OutSystems acaba por se posicionar em todos os tipos de indústrias, na área de banking e finanças, que é, certamente, uma das mais relevantes porque é uma das que mais investe na área do IT, a indústria propriamente dita também está a crescer, o retail, todas essas áreas – como é que é, mais ou menos, o equilíbrio entre elas?

Rui Pereira: Na Europa temos uma componente muito grande de financial service. Essa especialização vem-nos a partir de parceiros. Por isso, há parceiros que trabalham mais para certas indústrias e que combinam a tecnologia com o know how da indústria. Mas eu diria que não foge muito aos segmentos das indústrias mais clássicas de grandes consumidores de IT. A financial service, retail, utilities – por exemplo, aqui na Holanda, o maior grupo de retail que tem uns supermercados chamados Albert Heijn. Esse Albert Heijn é uma marca de uma empresa maior chamada Ahold [Delhaize] – este é um cliente gigante da OutSystems. Por isso, retalho é muito forte – retalho, banca, insurance... Na Holanda temos também muita logística e transporte, emuito utilities aqui por estas bandas. Mas, eu diria, que são os clientes normais.

SAPO TEK: Estas são claramente as áreas que mais investem em IT e que estão mais avançadas na transformação digital. Sentem esse movimento a acelerar na Europa, nos Estados Unidos?

Rui Pereira: Sim. A transformação, a necessidade das empresas se transformarem, aos seus negócios, aos seus ITs, é um motor muito importante para o low code e é um motor importante para estes movimentos de renovação tecnológico. Estas transformações aparecem, normalmente, em dois sabores: há um sabor mais orientado pelo IT, onde o IT tenta antecipar o que vem para frente e ele próprio dirige a transformação – precisa aqui de CEOs mais robustos, capazes de assumir riscos –; e depois há outro tipo de transformação que aparece no CEO, que são transformações mais formais, com um programa a três anos de transformação digital. E estas transformações andam muito à volta de dois temas, quer o de IT quer o de CEO. É a renovação e a reinvenção do negócio, passa sempre por isto. Temos de nos preparar para interagir com os nossos clientes de maneira diferente, melhor, mais eficiente.

A outra é a automação dos processos de negócio, sem isso também não se consegue ter uma experiência fluída, ponta a ponta. Esses dois vetores – depois há mais alguns, mas estes dois vetores comandam muito estas transformações destas empresas.

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