A análise anual do regulador das comunicações revela uma redução de 3,9 mil reclamações na área das telecomunicações, mas esta quebra é contrabalançada com o aumento de 43% das queixas sobre o sector postal, mais 6,9 mil reclamações do que no ano anterior. No total foram registadas 104 mil queixas de consumidores, 81 mil no sector das comunicações eletrónicas.

As avarias, com 16%, faturação (16%) e cancelamento de serviço são os principais motivos pelos quais os utilizadores dos serviços de comunicações recorrem ao livro de reclamações, sendo que os três maiores operadores são responsáveis por 96% do total de reclamações. A NOWO só tem 3% das queixas, enquanto a MEO recebe 43%, a NOS 32% e a Vodafone apenas 21%.

Mesmo assim, e face ao ano anterior, a MEO, com 28 mil reclamações, teve um aumento de 23%, o Grupo NOS, com 21 mil reclamações, um aumento de 3%, e a Vodafone, com 14 mil reclamações, um aumento de 12%.

O número de queixas é proporcional à quota de mercado das operadoras e segundo os dados da Anacom, se a avaliação for feita com base em número de clientes a NOS está à frente, com um valor de 6,8 enquanto a MEO tem 4,6  e a Vodafone 3,6

A NOWO foi responsável por 3% das reclamações, com um decréscimo das queixas registadas em 20%, com o número de reclamações por cada mil clientes deste prestador a atingir o valor de 11,3.

No caso das reclamações referentes ao sector dos serviços postais e apresentadas no livro de reclamações, os CTT receberam 20 mil reclamações (87,4% do total do sector postal), o que corresponde a um aumento de 36% face ao ano anterior.

O sector das telecomunicações continua a ser o que motiva maior número de queixas junto da Associação de Defesa do Consumidor (DECO). Ainda no final do mês de janeiro foi feito o balanço onde se mostra que há mais de uma década que este sector lidera o ranking das queixas, gerando em 2018 o sector gerou 34.956 queixas. No Portal das Queixas o panorama é semelhante, com a MEO e os CTT à frente na lista de marcas com maior manifestação de insatisfação.

No caso da DECO são os períodos de fidelização, faturação, práticas comerciais desleais e dificuldade no cancelamento do contrato os principais motivos mais apontados nas reclamações. A cobrança de 1€ pela fatura em papel, na MEO, foi eleita pela DECO como “o pior” exemplo de todos.

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