Do alto dos seus mais de 30 anos de viagem, o telescópio espacial Hubble continua a mostrar a espetacularidade do Cosmos. Entre os registos conhecidos mais recentemente está Abell 3192, uma espécie de aglomerado galáctico “2 em 1”, assim como o velhinho NGC 2210 um aglomerado globular com cerca de 11,6 mil milhões de anos, apenas ligeiramente mais jovem do que o próprio Universo.

Também conhecido como ESO 57-71 ou LW 423, o NGC 2210 está a 163.000 anos-luz, situado na Grande Nuvem de Magalhães, que abriga aproximadamente 60 aglomerados globulares. Seis desses aglomerados - NGC 1466, NGC 1841, NGC 2210, NGC 2257, Hodge 11 e Reticulum - são incrivelmente próximos em idade a alguns dos aglomerados estelares mais antigos encontrados na Via Láctea.

Os aglomerados globulares são sistemas de estrelas muito antigas, gravitacionalmente unidas numa única estrutura com cerca de 100-200 anos-luz de diâmetro. Contêm centenas de milhares ou até mesmo um milhão de estrelas. A massa no centro estelar rico de um aglomerado atrai as estrelas para formar uma “bola”.

São apresentados como alguns dos objetos mais antigos conhecidos no Universo e são relíquias dos primeiros períodos de formação das galáxias. Acredita-se que todas tenham uma população de aglomerados globulares e que, nomeadamente, a Via Láctea hospede pelo menos 150 desses objetos, alguns deles escondidos atrás do seu espesso disco.

A imagem do NGC 2210 é composta por observações da Advanced Camera for Surveys (ACS) e da Wide Field Camera 3 (WFC3) do Hubble, cobrindo as partes ultravioleta, infravermelha próxima e óptica do espectro. A cor resulta da atribuição de tons diferentes a cada imagem monocromática associada a um filtro específico.

Dois (em um) aglomerados de galáxias que atuam como lentes gravitacionais

Além do aglomerado globular, a telescópio espacial Hubble apontou a dois aglomerados de galáxias independentes que inicialmente pareciam ser um só, chamado Abell 3192, na constelação de Eridanus.

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O mais próximo está a 2,3 mil milhões de anos-luz da Terra e o mais distante está a 5,4 mil milhões. Ambos emitem raios X devido ao gás quente e estão envolvidos em matéria escura, atuando como lentes gravitacionais devido à sua massa, curvando o espaço em seu redor.

A descoberta mostra como os aglomerados de galáxias podem enganar a nossa perceção, revelando a complexidade do cosmos.

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