Mark Zuckerberg vai marcar presença hoje, terça-feira, no Parlamento Europeu depois dos eurodeputados exigirem que o líder da rede social explicasse pessoalmente a utilização de dados pessoais dos milhões de utilizadores desta rede social. A sessão vai ser transmitida online no site do Parlamento Europeu.

Na sequência do escândalo do Facebook, Cambridge Analytica, os representantes de 500 milhões de europeus querem perceber como a rede social realiza a gestão dos dados pessoais dos seus utilizadores e como prevê cumprir o Regulamento Geral de Proteção de Dados (RGPD) que começa a ser aplicado em toda a UE já esta semana, a 25 de maio.

Num momento inicial, o CEO da rede social propôs que fosse o seu vice-presidente encarregado das relações públicas, Joel Kaplan, a responder às perguntas dos eurodeputados, mas será o próprio Zuckerberg a estar presente na sessão que se pensava ser à porta fechada.

Contudo, Antonio Tajani, líder do parlamento, anunciou no Twitter que a sessão será transmitida ao vivo, através do site oficial da instituição, para uma audiência de milhões de pessoas. A sessão do Parlamento Europeu será realizada das 18h15 às 19h30 de Bruxelas (menos uma hora em Lisboa).

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"Discuti pessoalmente com o CEO do Facebook a possibilidade de transmitir a reunião", escreveu Tajani. "Tenho o prazer de anunciar que ele aceitou este novo pedido. Boas notícias para os cidadãos da UE ", acrescentou.

Em abril, Zuckerberg testemunhou durante 10 horas perante o Congresso norte-americano, depois de ter enfrentado cinco horas de perguntas no Senado e onde esclareceu que a rede social vai aplicar nos EUA e no resto do mundo algumas das novas regras de proteção de dados que entrarão em vigor na Europa em maio, com o RGPD.

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Depois de reconhecer que a consultora Cambridge Analytica utilizou dados de 87 milhões de utilizadores da rede social para influenciar campanhas políticas em todo o mundo, dos quais 63 mil portugueses, o Facebook lançou novas diretrizes para tornar as suas configurações de privacidade mais fáceis de identificar.

A Cambridge Analytica não sobreviveu ao impacto do escândalo que envolveu a utilização e manipulação de dados de milhões de utilizadores do Facebook e, no início deste mês, iniciou o processo de insolvência com as entidades do Reino Unido, tendo cessado todas as suas operações.

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