"Mesmo nesta fase da pandemia da COVID-19 não parámos de construir fibra ótica",  sublinhou Alexandre Fonseca, Presidente Executivo da Altice Portugal, afirmando que já estão construídos 4,5 milhões de quilómetros de fibra e que em velocidade de cruzeiro a Altice chegou a ligar acima de 100 mil casas por mês e que esta é "uma tecnologia ´made in Portugal'". Na conferência onde assinala a antecipação da meta que tinha sido definida para o final de 2020, Alexandre Fonseca lembra também que este é um investimento privado, de cerca de 500 milhões de euros por ano, e que se tem revelado chave no desenvolvimento da capacidade de digitalização de Portugal.

A Altice Portugal tinha definido ainda em 2015 a meta de chegar aos 5,3 milhões de lares, cobrindo todo o território e os 308 concelhos portugueses, para final de 2020, mas conseguiu antecipar a meta. "Para o fazermos construímos fibra a um ritmo único", sublinha, garantindo ainda que "vamos continuar a construir fibra ótica em Portugal e a levar a maior, melhor e mais utilizada rede em Portugal a todo o país", sublinha Alexandre Fonseca, lembrando a ambição de levar conetividade a todo o território, num investimento em "verdadeiras autoestradas da informação" que contribui para a coesão territorial, desenvolvimento económico, fixação de populações e criação de emprego. A meta agora é chegar aos 6 milhões de lares que existem, entre primeiras e segundas habitações, mas para esse investimento a Altice está ainda a estudar o modelo.

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A par do investimento em fibra e da inovação, o Presidente Executivo da Altice Portugal, assinalou também hoje "o marco histórico de conquistar a liderança incontestável do mercado de comunicações".  A MEO já era líder de mercado no segmento móvel, telefone e banda larga fixa e nos pacotes de serviços, mas a marca da Altice assinala agora ter conseguido o primeiro lugar também no segmento de TV, adiantando que isso aconteceu em menos de 12 anos, em que a Altice destronou o operador incumbente da TV, a NOS. "É um sinal da ambição e da vontade de fazer acontecer", adiantou, sublinhando o trabalho da Comissão Executiva, de toda a equipa Altice e também dos clientes", afirma.

Os últimos números partilhados pela Anacom, a autoridade reguladora do mercado de comunicações, confirmam que a MEO ultrapassou a NOS como líder no mercado de serviços de TV paga. A marca detida pela Altice já era líder nos pacotes de serviços (que integram TV, Internet e telemóvel), mantendo o primeiro lugar da lista de operadores no final do primeiro semestre.

Noutra dimensão, a da inovação, a empresa destaca ainda a capacidade de desenvolvimento de serviços em pacote e a inovação em termos de equipamento, onde a empresa tem vindo a inovar, tornando-se o primeiro operador a nível mundial a disponibilizar o seu serviço de TV em três plataformas diferentes, a sua Box nativa, a Apple TV, lançada em novembro de 2019, e a Box Android TV, disponibilizada  em agosto.

"Este é um projeto que nos permite ter confiança para o futuro", adianta o presidente da Altice que garante que vai continuar a apostar em Portugal, "investindo em redes, sejam elas de fibra ótica, 4G ou 5G", mas garantindo sempre a melhor conetividade para os clientes individuais e as empresas.

Fibra ótica a chegar a mais 500 freguesias "100% fibra"

Luis Alveirinho, CTO da Altice, lembrou que o projeto de fibra começou em 2005 e que o primeiro cliente foi ligado em 2007, chegando ao primeiro milhão de clientes em 201o, garantindo à Altice Portugal uma liderança de negócio e de serviços, e sendo parte integrante e fundamental da estratégia e modernização das infraestruturas. Agora a Altice chega a 5,3 milhões, que correspondem à meta que tinha sido definida em junho, com 4,5 milhões de quilómetros de fibra ótica – o equivalente a dar 112 voltas à Terra – ligando milhões de portugueses em 308 concelhos e 27 mil lugares.

Em 2019 a Altice tinha lançado a iniciativa de ligar 6 municípios e 10 autarquias com o piloto de 100% fibra e em setembro o número chegou a 100 freguesias, mas Luis Alveirinho anunciou hoje que o objetivo é agora chegar a mais 500 freguesias cobertas a 100% com a fibra ótica da Altice Portugal, ainda durante este semestre, estendendo esta iniciativa. "A fibra ótica é claramente um diferenciador em termos de qualidade de serviço e de experiência de utilizador, quer eles sejam para oferecer serviços de TV paga ou acesso à Internet", lembra Luis Alveirinho, adiantando também que a Anacom revelou recentemente que a MEO é a operadora com menos reclamações por 100 clientes, abaixo da média nacional que são 3.

"Tem sido um projeto desafiante", sublinha o CTO da Altice Portugal que lembra que Portugal é no panorama europeu e mundial, claramente uma referência, liderando sistematicamente todos os índices de cobertura e penetração de fibra ótica da Europa, o que é reconhecido pelos organismos que monitorizam o FTTH (Fiber To The Home). Foram 15 anos de transformação, mudando de rede de cobre para fibra, migrando a comutação tradicional para redes IP e modernizando as infraestruturas de comunicações em Portugal, e por isso Luis Alveirinho deu os parabéns a todas as equipas que ao longo dos anos estiveram envolvidas neste projeto.

Em resposta ao SAPO TEK Alexandre Fonseca admite que há quatro elementos importantes para se ter conseguido antecipar este marco dos 5,3 milhões de lares cobertos com fibra, elencando a qualidade e competência técnica de engenharia; a arquitetura desenhada para a rede; o papel da Altice Labs, que trouxe todos os equipamentos de OLT, caixas na rua e o "conhecimento profundo das entranhas de negócio" dos fundadores da Altice que permite ter o "Altice Way" na forma de construir a infraestrutura.

E qual é a nova meta? Alexandre Fonseca admite que a meta de chegar a 100% estava orientada à cobertura dos cerca de 4 milhões de casas de primeira habitação, a que se somam mais 1,3 milhões de segundas habitações, ou casas de férias, mas existirão ainda uma franja de lares que não estão nestes números, que serão mais 600 a 700 mil. "A partir de agora o nosso investimento não está balizado numa lógica de projeto para atingir um número concreto", justifica "vamos continuar a investir à medida que nos vamos deparando com bolsas no território português que carecem ainda de investimento", adianta, dizendo que uma das questões relevantes é que se defina uma estratégia nacional para chegar a bolsas de lares que não estão neste número de casas já cobertas, em zonas de menor retorno económico, o que pode acontecer com co-investimento público e privado.

O nível de investimento da Altice Portugal nos últimos anos rondou os 500 milhões de euros por ano, muito centrados em fibra ótica, mas Alexandre Fonseca diz que "a partir de agora o investimento vai centrar-se noutros padrões outros quadrantes tecnológicos, o 5G está à porta e temos outro conjunto de desafios que vão carecer do nosso investimento", explicou aos jornalistas.

Nota da Redação: A notícia foi atualizada depois da conferência. Última atualização 15h38

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