A Vodafone Portugal e a Ericsson Portugal já são parceiras no desenvolvimento da rede 5G e em outubro do ano passado fizeram alguns teste em ambiente real, sobre a rede móvel da Vodafone, que o SAPO TEK acompanhou.

"Este é um laboratório aberto", explica Mário Vaz, CEO da Vodafone Portugal, adiantando que a empresa quer trazer parceiros da academia e da indústria e fazer com o 5G o que fez com o 4G, garantindo a liderança na tecnologia, tornando Portugal já um país 5G Ready.

O novo 5G Hub é mais um passo para mostrar como a rede móvel do futuro vai ter impacto em várias áreas, com potencial de transformar áreas críticas como a mobilidade, a saúde, a segurança urbana e o entretenimento digital através do aumento da velocidade da rede e a redução da latência.

"Estamos entusiasmados com o que o futuro nos trará, o 5G passou de ficção a  realidade", defendeu Luis Miguel Silva, presidente da Ericsson Portugal. A empresa tem já mais de 40 memorandos assinados com telecoms e 5 contratos comerciais a aplicar este ano mas muitas das vantagens do 5G vão aplicar a tecnologia 4G.

A menor latência e a redução de consumo de bateria vão ter grande impacto, sobretudo na Internet das Coisas, e mudar modelos de negócio, impulsionando novos serviços. "Não sabemos qual o caso de uso que será mais importante no 5G mas sabemos que os primeiros vão ter vantagem", defendeu Luis Miguel Silva.

João Nascimento, CTO da Vodafone Portugal, salientou na sua apresentação que acredita que nos próximos meses haverá casos de utilização que vão sair do 5G Hub para o país e para o mundo. O laboratório conta já com 80 colaboradores da Vodafone altamente especializados nesta área, um número que se vai alargar nos próximos meses.

O laboratório vai estar aberto a parceiros do sector e indústria, startups e universidades, com o objetivo de acelerar use cases de inovação. No 5G Hub a Vodafone promete criar condições únicas para teste de soluções, com rádios 5G standard e o acesso à rede core, mas João Nascimento adianta ainda que vão ser instaladas antenas 5G nas universidades para potenciar o conhecimento na área.

O 5G terá velocidades que podem chegar aos 20 Gbps e uma latência muito reduzida, especificações que já são conhecidas embora ainda estejam a ser definidas as normas técnicas. Para a chegada ao terreno falta ainda a disponibilização e licenciamento do espectro, previsto para final de 2019.

As principais fabricantes já estão a preparar equipamentos comerciais para 2019, com promessas da LG, Sony e HTC , mas também da Huawei.

Apesar do arranque lento, que será mais acelerado a partir de 2020, tudo indica que o 5G vai estar disponível para mais de 20% da população mundial em 2023, como é apontado no Ericsson Mobility Report.

(em atualização enquanto decorre a conferência de lançamento do 5G Hub)

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