Nos últimos três anos não têm faltado notícias sobre tecnologia de realidade aumentada (RA) da Apple, mas a gigante tecnológica acabou por nunca desvendar os seus planos reais, exceto a tecnologia LiDAR presente nas versões topo de gama de iPhone 12. A empresa da maçã fez mais um pedido de patente nos Estados Unidos, que dá conta de um ajuste das lentes em relação à luz ambiente do Apple Glass, tornando as imagens do mundo real mais claras ou escuras.

No pedido citado pela Phone Arena, a gigante tecnológica fala num sistema de lentes que pode ser "ajustado de forma dinâmica para ser cómodo para diferentes utilizadores" ou contextos. Se, por exemplo, o sistema "está a ser usado para mostrar conteúdo gerado por um computador que se sobrepõe a objetos do mundo real; o brilho dos objetos do mundo real pode ser diminuído de forma seletiva para aumentar a visibilidade do conteúdo gerado por computador", escreve a Apple na patente.

Ilustração da nova patente do Apple Glass

O que a empresa da maçã pretende é a possibilidade de diminuir o brilho de um “objeto do mundo real” para o tornar mais visível através dos óculos. E tendo em conta que cada lente é ajustável, a ideia é que o utilizador consiga fazer alterações na lente do olho esquerdo e direito, de forma independente.

Quais os rumores sobre óculos de RA da Apple que têm surgido nos últimos anos?

Certo é que desde 2017 têm surgido bastantes rumores sobre o novo equipamento da Apple, depois de Tim Cook garantir que uma das apostas da Apple seria a RA. Na conferência de programadores de 2017, foi aliás a empresa a apresentar um kit para RA e a mostrar algumas criações.  O facto da Apple já ter comprado duas empresas com tecnologia nesta área, a Vrvana em 2017 e a Akonia em 2018, intensificou os rumores sobre as suas intenções.

Desde então, têm sido muitos os pedidos de patentes noticiados e já se falou inclusive num lançamento do headset para 2018. Em 2017, um documento publicado pelo departamento de patentes dos EUA desvendou um par de óculos com software de RA que permite a sobreposição de elementos digitais ao mundo real, tal como já existe nos smartphones e tablets. A utilidade da ideia, no entanto, reside no facto deste ecrã ter a exata amplitude do nosso campo de visão e de se fixar imediatamente à frente dos nossos olhos.

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Mais recentemente, em 2019, Ming-Chi Kuo, um analista que segue a empresa da maçã, reforçava a ideia de que os óculos de RA vão servir como um acessório para o iPhone. A mesma informação garante que o gadget vai funcionar essencialmente como um ecrã, a partir do qual é recolhida e descarregada informação para o iPhone. Isto permitirá manter os óculos finos e leves, algo que não seria possível se todo o hardware necessário para o processamento do sistema estivesse nos óculos.

De notar que, com o Google Glass, a Google optou pela via mais minimalista, mas o resultado final ficou muito aquém do esperado. Os óculos da tecnológica de Mountain View ganharam uma nova vida ao serem adaptados ao sector industrial.

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