Estamos quase no final de 2018, um ano pautado por diversos marcos nos voos espaciais. Mas 2019 pretende entrar com o pé direito nas conquistas espaciais, e a NASA pode fazer história logo no dia 1 de janeiro quando a sonda New Horizons chegar ao corpo celeste Ultima Thule. Foram muitos os acontecimentos de 2018 e o website Space.com listou as principais histórias baseadas nas viagens espaciais que se destacaram durante o ano, tais como o Starman da Tesla ou a chegada ao asteroide Bennu.

A chegada da InSight da NASA a Marte, e a colocação do sismógrafo no passado dia 19 de dezembro, foi destacado por ser a primeira vez que um instrumento científico foi colocado diretamente na superfície do planeta. O instrumento vai permitir ler a atividade sísmica do planeta vermelho, dando início a uma nova Era da ciência para estudar Marte.

O incidente que impediu o lançamento do Soyuz, com a equipa que iria render a tribulação da ISS foi igualmente salientado. Durante o arranque, o foguetão sofreu uma falha, forçando a equipa a abortar o lançamento e obrigando a cápsula da tripulação a uma aterragem de emergência. Este incidente ia causando que a Estação Espacial Internacional ficasse abandonada pela primeira vez na sua história. Felizmente as causas da avaria foram detetadas, acelerando o processo para uma nova missão, transportando a nova equipa para a ISS.

A sonda Parker Solar Probe da NASA conseguiu a maior aproximação ao Sol de sempre, batendo um recorde de 1976. A missão demorou décadas a ser preparada, permitindo pela primeira vez entrar na coroa do Sol, ficando “apenas” a 24 milhões de quilómetros da sua superfície. Um dos objetivos é estudar o mistério da sua coroa ser tão quente, cerca de 300 vezes mais que a própria superfície solar.

Outra história que merece destaque foi o lançamento do Falcon Heavy da SpaceX, carregando o famoso Roadster da Tesla com o boneco vestido de astronauta apelidado de Starman. O veículo foi arremessado em direção à órbita de Marte, como uma espécie de “cartão-de-visita” de Elon Musk a dizer: “até breve”, já que o magnata tem planos para voar até ao planeta vermelho. E o lançamento do Falcon Heavy representou o início de um novo capítulo da exploração do espaço, sendo o foguetão com mais capacidade de carga da atualidade, capaz de transportar 64 toneladas até à órbita terrestre.

O lançamento do “caçador de planetas”, o TESS (Transiting Exoplanet Survey Satellite) em abril foi também importante para exploração espacial, substituindo, o entretanto desativado, Kepler (cuja história mereceu igualmente destaque). O seu objetivo é dar continuidade à procura de novos planetas nas estrelas “perto” da nossa galáxia, numa missão que se prevê inicialmente de dois anos. E o TESS até já começou a transmitir as primeiras imagens… Para além do Kepler, a comunidade científica despediu-se também da sonda Dawn, a primeira a orbitar um corpo celeste entre Marte e Júpiter, e a primeira a orbitar mais do que um destino do espaço profundo.

O website destaca ainda a contribuição da China e do Japão na exploração do espaço. A China por ter enviado no início de dezembro um rover robótico para explorar o “lado negro” da Lua, com previsão de chegada em janeiro. O Japão por ter aterrado um rover no asteroide Ryugu, após uma jornada de três anos pelo espaço, tendo como objetivo recolher amostras rochosas da sua superfície. Ainda no que diz respeito a asteroides, outra história que mereceu destaque foi a chegada do OSIRIS-REx ao “rochedo espacial” Bennu, com o objetivo de estudar a origem da vida na Terra e do Sistema Solar. O seu solo é rico em carbono e já foram encontradas moléculas com vestígios de água, o que alegrou a comunidade científica.

Por fim, foram ainda destacadas histórias relativas ao misterioso buraco da cápsula Soyuz, na Estação Espacial Internacional, que motivou a discussão entre os Estados Unidos e Rússia, com acusações de sabotagem; o feito inédito da Virgin Galactic do magnata Richard Branson, que chegou ao espaço pela primeira vez, finalizando os testes para o arranque do turismo espacial. Por fim, e não menos importante, a sonda Voyager 2 que saiu do nosso sistema solar, mergulhando no espaço interestelar, levando a bordo informação sobre a vida na Terra e saudações em 55 línguas, incluindo o português.

Foram muitas as histórias "espaciais" de 2018, e o próximo ano promete continuar a colocar o Homem nas "estrelas", até porque, recorde-se, que Portugal vai entrar na negócio espacial com a base a ser construída nos Açores. E para si, qual foi a melhor conquista espacial de 2018?

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