A partir de hoje a MEO assume a oferta do serviço 5G aos seus clientes sem qualquer prazo. Até aqui, nos últimos dois anos a oferta foi sendo renovada periodicamente e válida até ao próximo dia 31 de janeiro. A MEO passa assim a ser a primeira operadora a assumir o compromisso de oferta do 5G para sempre. A NOS anunciou hoje que iria prolongar a oferta do 5G, mas sem revelar um prazo, tal como a Vodafone que manteve a mesma posição.

A MEO pretende desta forma democratizar o acesso à tecnologia aos portugueses e às indústrias de diferentes sectores, desde o retalho à educação, os transportes e entretenimento, para “usufruírem de uma rede que já está a revolucionar o ecossistema das comunicações e o dia-dia-dia das pessoas em áreas de atividade estruturantes da sociedade, como a saúde e a educação”, disse a Altice Portugal em comunicado.

Ao oferecer gratuitamente a rede 5G aos seus assinantes, a MEO assume que hora de descontinuar a sua rede 3G a partir do dia 31 de janeiro, de forma a libertar frequências que diz serem fundamentais para o reforço da qualidade das redes 5G. A morte desta rede já tinha sido anteriormente anunciada.

Para registar o momento da oferta, a MEO vai oferecer 5 GB por mês, durante cinco meses, com adesão gratuita da nova aplicação myMEO, para os seus clientes poderem usufruir das ligações 5G com mais dados. A MEO afirma que a sua taxa de cobertura do 5G está nos 95,6% da população portuguesa, assumindo-se como a operadora com o maior número de municípios com ligação a redes de quinta geração.

Vários adiamentos feitos pelas três operadoras móveis já no mercado e que ganharam licenças para a quinta geração móvel tinham colocado a nova meta de comercialização da tecnologia no dia 31 de  janeiro de 2024, prolongando por mais de dois anos o período de experimentação gratuita.

Logo no primeiro momento as operadoras tinham definido preços para o acesso ao 5G em alguns tarifários, com os valores a rondar os 5 euros mensais a somar aos pacotes existentes, mas indicando que iriam aplicar um período "experimental" gratuito durante algum tempo. Na altura a DECO contestou a decisão, alegando a cobertura ainda escassa de rede, mas o prolongamento dos períodos experimentais foi adiando a aplicação da tarifa.

As licenças que permitem a utilização do espectro do 5G já foram emitidas em 2021, depois de um longo e polémico processo de definição de regras e de um leilão que se arrastou por 9 meses e mais de 1.727 rondasSeis operadoras ganharam licenças, com um encaixe de 566,8 milhões de euros para o Estado, 410 milhões dos quais pagos ainda nesse ano, mas mesmo a MEO, NOS e Vodafone, que já estavam no mercado, continuam sem rentabilizar o investimento com a cobrança de tarifários junto dos consumidores finais.

Os serviços 5G da NOS e da Vodafone foram lançados logo em dezembro de 2021, assim que tiveram acesso às licenças, enquanto a MEO esperou pelo início de janeiro de 2022, mas depois de fixarem os custos de utilização do 5G em vários tarifários, o período experimental foi sendo sucessivamente adiado, muitas vezes por períodos curtos, numa sucessão de decisões em cascata que parecia interminável.

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