A NASA está a preparar os últimos pormenores para a Artemis I, a primeira missão não-tripulada do programa de regresso à Lua. De acordo com a agência espacial norte-americana, se tudo correr como planeado, o foguetão Space Launch System (SLS) partirá para o Espaço, levando consigo uma cápsula Orion para uma viagem em torno da Lua, no próximo dia 29 de agosto.

Como explica Bill Nelson, administrador da NASA, a base de lançamento 39B do Centro Espacial Kennedy, na Flórida, de onde vai partir o SLS, já tem experiência no que toca a lançamentos deste “calibre”. Aliás, o foguetão Saturn V que levou os primeiros astronautas à Lua, na missão Apollo 11, partiu da mesma base.

“O Saturn V levou-nos à Lua há meio século e agora, à medida que nos preparamos para dar início à primeira missão Artemis recordamos o passado histórico, mas os nossos olhos estão postos não no futuro imediato, mas perto disso”, realça o responsável.

Segundo Bill Nelson, este é um futuro onde “a NASA vai levar à Lua a primeira mulher e a primeira pessoa de cor”. “Nestas missões cada vez mais complexas, os astronautas vão viver e trabalhar no Espaço e desenvolver a tecnologia necessária para enviar os primeiros humanos a Marte”.

NASA | Brefing sobre a missão Artemis I
Bill Nelson, administrador da NASA; Mike Sarafin, gestor da missão Artemis I; e Bhavya Lal, administradora adjunta da área de tecnologia, políticas e estratégia da NASA.

A Lua é um primeiro passo importante antes da chegada humana ao Planeta Vermelho e a experiência das missões Artemis permitirá ganhar os conhecimentos necessários para “aprender a viver e a trabalhar” em condições inóspitas durante meses ou até mesmo anos.

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O administrador da NASA destaca ainda a colaboração com outras agências espaciais nas restantes missões que compõem o programa, incluindo a incluindo a canadiana, europeia e japonesa.

Os objetivos do programa Artemis são ambiciosos e, embora os últimos preparativos para a primeira missão estejam já a ser realizados, ainda há muito trabalho e testes pela frente para assegurar que os próximos passos correm como planeado. O primeiro voo do SLS é “apenas o início”: “ao longo dos últimos anos aprendemos muito e vamos poder aplicar esse conhecimento em missões futuras”.  

“A Artemis I é uma das provas que somos capazes de fazer grandes coisas em prol da humanidade: coisas como a Apollo que inspiram o mundo. Esta é agora a geração Artemis”, enfatiza Bill Nelson.
NASA | Artemis I
Mapa da missão Artemis I. créditos: NASA

Recorde-se que, ainda no início de julho, o SLS chegou à base de lançamento 39B do Centro Espacial Kennedy, com as equipas da NASA a darem início ao processo de colocação da cápsula Orion no foguetão e a uma série de testes em preparação para o lançamento.

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A missão não tripulada  pretende testar os sistemas tecnológicos do projeto e a cápsula Orion que seguirá à “boleia” do SLS levará consigo um manequim, chamado Comandante Moonikin Campos, que vai simular um tripulante, integrando sensores para registar os níveis de radiação, aceleração e vibração enquanto a missão viaja à volta da Lua e regressa à Terra, assim como um peluche do Snoopy, que servirá como indicador de gravidade e da Ovelha Choné, como anunciado hoje pela agência espacial europeia.

Depois de alguns adiamentos devido a “desafios” técnicos e políticos, a missão Artemis II, onde serão testadas as funcionalidades técnicas relacionadas com a parte humana da missão, está prevista para 2024. O regresso de astronautas à Lua só deverá acontecer em 2025, com a missão Artemis III.

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